‘Clientes’ chegam a pagar R$ 10 para saber o futuro


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Os ciganos não revelam quanto cobram, aliás, pedem sigilo após a consulta, mas ao assistir de longe o trabalho que realizam, nota-se que há pessoas que pagam até R$ 10. Geralmente são pessoas idosas. Próximo ao terminal de ônibus “Ayrton Senna”, a prática é comum. Também é fácil encontrar quem fica indignado com esse ‘trabalho’. “É um absurdo o que fazem. Eles param pessoas simples, que muitas vezes têm um pouco mais que a passagem e vêm com essa conversa de ler mão. Fico triste de ver que muitos ainda caem no que considero um golpe”, disse um lojista que pediu para não ser identificado. Para outras pessoas, a prática das ciganas é indiferente. “Eles não me incomodam. Sei que abordam pessoas, mas acredito que paga quem quer. Elas só não podem querer obrigar as pessoas a lerem a mão”, afirmou Pedro, outro comerciante. Apesar de ser grande o número de ciganos que passam pela cidade, nenhum órgão municipal faz o acompanhamento do serviço que praticam. De acordo com a diretora de rede da Assistência Social, Dalva Taveira, os ciganos não procuram nenhum tipo de assistência pública. Também não podem ser barrados, a não ser que haja denúncias de perturbação. Neste caso, é a Polícia Militar quem deve ser acionada.

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