Voando alto


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Fábio Filho, campeão em Limeira, controla sua aeronave durante demonstração na pista que seu pai, Fábio Junqueira, construiu em Franca para ele e o irmão, Fabrício, praticarem o esporte
Fábio Filho, campeão em Limeira, controla sua aeronave durante demonstração na pista que seu pai, Fábio Junqueira, construiu em Franca para ele e o irmão, Fabrício, praticarem o esporte
Quando Santos Dumont voou pela primeira vez com o 14 Bis, ele nem poderia imaginar as loucuras que dois irmãos francanos poderiam fazer cem anos depois com seus potentes aeromodelos. No último fim de semana, Fábio Borges Junqueira Filho, 26, faturou o título da etapa brasileira do Imac, considerado o campeonato mundial de aeromodelismo, na categoria Unlimited (avançado). A competição foi realizada na cidade de Limeira e contou com a participação de 32 aeromodelistas de todo o Brasil. É a segunda vez que ele disputa a competição. No ano passado ficou na quinta posição. Fábio, que pilota uma miniatura do avião ‘Extra 330 S’, pratica o esporte desde os 15 anos de idade e já participou de torneios internacionais nas cidades de Miami e Las Vegas, ambas nos Estados Unidos. Seu irmão, Fabrício Monteiro Junqueira, 25, pilotando um Sukhoi, também participou da competição e conquistou o quarto lugar na categoria Esportsman (intermediário). Nas provas, cada piloto tem que cumprir duas etapas em seu vôo: a primeira consiste em um conjunto de manobras obrigatórias, determinadas pelos juízes da disputa. Na seqüência, vem o free-style, onde o aeromomodelista demonstra sua criatividade e habilidade realizando as mais surpreendentes acrobacias. A paixão dos irmãos francanos teve início quando o pai, o empresário Fábio Borges Junqueira, 54, comprou o seu primeiro aeromodelo: “Conheci o aeromodelismo em 1980. Naquela época tudo era difícil para o esporte, porque os aviões e suas peças de reposição vinham do exterior. Hoje tudo é mais acessível e, com isso, tive a oportunidade de ensinar meus filhos a pilotar. Foi paixão à primeira vista. Hoje, eles são craques no que fazem”. Fábio Filho revela que antes tudo era uma brincadeira de fim de semana, e só em 1998 começou a competir profissionalmente: “Desde criança, eu e meu irmão ficávamos observando meu pai pilotar, e quando voei pela primeira vez, não quis desgrudar do controle remoto. Fui evoluindo e agora participo até de competições internacionais.” O aeromodelismo envolveu a família de tal maneira que o empresário adquiriu uma área próxima à rodovia Cândido Portinari, onde construiu sua casa. Ao lado, existe uma pista de pouso com 200 metros de comprimento e toda infra-estrutura para a prática do esporte, como hangar com capacidade para 40 miniaturas, oficina e loja. Até uma lanchonete foi construída para atender aos fanáticos pelo esporte residentes em Franca e região e que freqüentam diariamente o lugar.

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