Pela internet, vê-se de tudo. Até o que parece, mas não é. Estamos falando de objetos, criações em arte e desenhos que “enganam” nossos olhos dando a impressão que vemos outra coisa: as chamadas ilusões de ótica. Elas pipocam principalmente nas caixas de mensagens de usuários que adoram coisas exóticas e são distribuídas de e-mail para e-mail até chegar ao seu endereço. São intrigantes, despertando a imaginação sobre as respostas de suas utilizações, mas fascinam crianças, jovens e adultos pela criatividade. São figuras de animais com patas que se multiplicam quando tentamos contá-las, objetos geométricos que se movem debaixo de um olhar fixo e atento e obras de arte que abusam do jogo de perspectiva para criar cenários surreais.
O termo ilusão de óptica aplica-se a todas ilusões que “enganam” o sistema visual humano fazendo-nos ver qualquer coisa que não está presente ou fazendo-nos vê-la de um modo errado. Algumas são de caráter fisiológico, outras de caráter cognitivo. As ilusões de óptica podem surgir naturalmente ou serem criadas por astúcias visuais específicas, que demonstram certas hipóteses sobre o funcionamento do sistema visual humano. Imagens que causam ilusão de óptica são largamente utilizadas nas artes, como por exemplo nas obras gráficas do holandês Mauritus Cornelis Escher. Na ferramenta de busca Google, ao digitar “ilusão de ótica” aparecerão aproximadamente 287000 sites relacionados ao assunto.
ENGANAÇÃO
Há alguns truques simples usados por pessoas comuns às vezes sem a real noção do que se está fazendo quando criam certas ilusões de ótica. Você certamente já ouviu alguém dizer que usar roupas escuras diminuem a silhueta e tornam os mais gordinhos aparentemente mais magros. A explicação é que as cores escuras absorvem e refletem menos a luz, “aparando” os pneuzinhos indesejáveis dos olhos alheios.
A explicação para as ilusões ópticas é bastante debatida. Elas emergem simplesmente da assinatura do modo estatístico e empírico como todos os dados perceptivos visuais são gerados.
Trocando em miúdos, nossa percepção do mundo é em grande parte produzida. Nosso cérebro extrai do objeto visto a informação visual e a procura em seus “arquivos”, o que já está em nossa memória. No entanto, existem vários tipos de ilusões de distância e profundidade (tamanho), por exemplo, que surgem quando esses mecanismos de dedução inconsciente resultam em deduções erradas.
Os nomes, as cores, as formas usuais e outras informações sobre as coisas que nós vemos surgem instantaneamente nos nossos circuitos neurais e influenciam a representação da cena. As ilusões surgem quando os “julgamentos” implícitos na análise inconsciente da cena entram em conflito com a análise consciente e raciocinada sobre ela. O elefante na página, por exemplo, racionalmente tem quatro patas, mas seu cérebro teima em dar o dobro de patas, pois um truque do desenhista confunde seu cérebro.
Quando se olha a imagem geométrica acima e desloca-se o olhar sobre ela, após alguns segundos, parece que são engrenagens que se movem umas sobre as outras. O que acontece é que a cada instante que isto acontece, a nova imagem sobrepõe a anterior, causando uma ilusão de ótica.
SERVIÇOS
Sites de ilusões de ótica: educar.sc.usp.br/otica/ (clicar em curiosidades); http://www.SandlotScience.com.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.