Deplorável a crise político-militar decorrente da operação-padrão dos controladores de vôo. Que o setor carece de mais atenção, investimentos e atualização é inegável, mas a sua ‘desmilitarização’ é temerária. Mesmo sob o controle militar, a classe já conseguiu estabelecer o caos no transporte aéreo de todo o país, que só ganhou contornos de normalidade depois do uso da mão forte do comandante da Aeronáutica.
Se prevalecer a tese de colocar o setor sob o regime civil defendida pelos ministros Waldir Pires e Dilma Roussef corremos o risco de caos aeroviário periódico, igual ao que já ocorre na Previdência Social, Saúde Pública e outros setores controlados pela chamada República Sindical.
A hierarquia militar é a garantia da população em serviços essenciais outrora classificados como de ‘segurança nacional’. O controle de vôos é um deles, assim como a segurança pública que, em São Paulo, só não amarga greves prejudiciais à população em função da administração militarizada.
Cabe ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a alta missão de resolver os problemas do setor sem permitir que os ideológicos palacianos promovam a quebra do jarro.
TENENTE DIRCEU CARDOSO GONÇALVES é presidente da Associação dos Policiais Militares do Estado de São Paulo (Apomi)
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