Empresa vende árvores para quitar dívidas


| Tempo de leitura: 1 min
Negociar eucaliptos com o Grupo Votorantim, um dos maiores fabricantes de celulose e papel do Brasil, é mais uma tentativa da Samello na busca de recursos para continuar com as portas abertas. Apesar de não detalhar nem querer apostar o futuro da empresa apenas nessas negociações, Miguel Sábio de Mello Neto, presidente da Samello, explicou que o negócio, pela liquidez, seria o mais viável no momento. Ele disse que busca, em Franca, pessoas que queiram investir na empresa. “Não vamos ficar parados à espera da negociação dos eucaliptos. Estamos também conversando com agentes em Franca, pois não conseguimos investidores na capital.” A diretoria da empresa vinculou a quitação dos pagamentos em atraso à venda de outros patrimônios como a Fazenda Sudamata, no Mato Grosso, avaliada em R$ 60 milhões, um terreno na Avenida Miguel Sábio de Mello, no valor de R$ 3,5 milhões e, por fim, a injeção de recursos por investidores da capital. Todos sem sucesso. Na espera da obtenção de recursos com a venda de patrimônios, a produção da Samello está parada desde 16 de outubro e, além dos pagamentos de salários em aberto, que totalizam R$ 1,2 milhão, faltam insumos para retomar a fabricação dos calçados. Até agora, segundo números da diretoria, 38 mil pares deixaram de ser produzidos, e o prejuízo atinge a casa dos R$ 2 milhões.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários