Caminhão atropela e mata criança de dois anos


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Várias crianças são vistas no meio a rua em que caminhão atropelou e matou menina de dois anos no Jardim Luiza: o veículo foi apreendido e a polícia investigará as causas do acidente
Várias crianças são vistas no meio a rua em que caminhão atropelou e matou menina de dois anos no Jardim Luiza: o veículo foi apreendido e a polícia investigará as causas do acidente
A menina Talia Alves Macedo, de apenas dois anos de idade, morreu atropelada no começo da tarde de ontem, em Franca. Ela foi atingida por um caminhão basculante a poucos metros de sua casa, no Jardim Luiza II, zona norte da cidade. Socorrida por bombeiros com um quadro de traumatismo craniano, não conseguiu resistir. O veículo foi recolhido por problemas com a documentação. O motorista responderá por homicídio culposo (sem intenção de matar). Talia morava com os pais e três irmãos, todos com menos de sete anos, em uma casa simples da Rua Fábio Batista Carneiro. Não há portão no imóvel. Enquanto a mãe cuidava dos afazeres domésticos e costurava sapatos, ela brincava no quintal de terra com os irmãos e alguns coleguinhas. Como a via é de pouco movimento, é normal crianças saírem sozinhas para se divertirem nas calçadas e terrenos vizinhos. Ontem, a brincadeira terminou em tragédia. Eram 13h10. O industrial CGP, 61, descarregou uma viagem de terra em uma construção na mesma rua. Ao sair com seu veículo, um caminhão basculante vermelho de uma empresa de terraplanagem, passou com as rodas traseiras sobre o corpo da menina num trecho de subida. “Sinceramente, não sei de onde essa criança saiu. O caminhão é alto e não dá para ver. Primeiro, passei sobre um montinho de terra. Depois, percebi novo baque e pensei: o que será que aconteceu? Quando olhei pelo retrovisor, vi a garota debaixo da roda. Foi um susto enorme, pelo amor de Deus”. Uma testemunha disse à polícia que Talia teria tentado atravessar a rua correndo sem observar o caminhão. Ela foi socorrida pelos bombeiros e levada em estado grave para a Santa Casa. Morreu antes mesmo de receber atendimento médico. “Sua situação era muito crítica. Ela sofreu traumatismo craniano e sangrava pelo ouvido. Infelizmente, não resistiu”, disse o soldado Marcelo. A mãe de Talia se desesperou e entrou em estado de choque. “A família toda está abalada. Ela sempre brincava na rua e não imaginávamos que fosse acontecer uma tragédia dessas”, disse a sapateira Sirlei Maria Alves, 26, tia da menina. O corpo de Talia será sepultado hoje, às 10 horas, no Cemitério Santo Agostinho, com trabalhos da Funerária Santa Bárbara.

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