Francana presa por tráfico desaparece na Espanha


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A advogada Silvia Cristina de Mello já fez vários contatos com a embaixada e consulado do Brasil na Espanha, mas não obteve nenhuma informação sobre o paradeiro de Sandra Maria da Silva: “A família está des
A advogada Silvia Cristina de Mello já fez vários contatos com a embaixada e consulado do Brasil na Espanha, mas não obteve nenhuma informação sobre o paradeiro de Sandra Maria da Silva: “A família está des
A enfermeira francana Sandra Maria da Silva foi presa há três anos na Espanha e condenada por tráfico internacional de drogas. Na cadeia, sofreu um grave problema de saúde, perdeu a fala e parte dos movimentos do corpo. Era apenas o começo da angústia de seus familiares em Franca. Há mais de um ano, ninguém recebe informações de seu paradeiro e muito menos de seu estado clínico. Desesperado em busca de notícias, o filho da presidiária contratou uma advogada para tentar obter notícias. Apesar de todas as tentativas, nenhuma resposta. Diante de tantas incertezas, até mesmo a possibilidade dela ter morrido é cogitada. Moradora da Vila Santos Dumont, Sandra trabalhava como enfermeira. Resolveu deixar a profissão e começou a se envolver com o tráfico. Em 2002, fez sua primeira viagem à Espanha transportando drogas. Entrou no país sem problemas e recebeu uma boa bolada. Satisfeita com os lucros, tomou gosto pelo negócio e resolveu voltar à Europa com mais entorpecentes. Foi seu erro. Em julho de 2003, foi presa no aeroporto de Madrid portando cocaína. Condenada a cinco anos e sete meses de reclusão, estava cumprindo a pena na Penitenciária de Leon. Falava com a família em Franca todos os sábados, mas há pouco mais de um ano os contatos foram interrompidos. Recentemente, seus parentes foram informados por outro brasileiro, também preso, que ela teria sofrido um derrame cerebral na cadeia e perdido parte dos movimentos do corpo. Também teria sido submetida a uma traqueostomia e ficado sem fala. Com o problema, Sandra foi levada para o Hospital San Juan de Dios, na Província de Burgos. A família não sabe o que aconteceu depois. Preocupado com a falta de notícias, o filho de Sandra decidiu procurar ajuda e contratou os serviços de um escritório de advocacia. “Entrei em contato com hospitais da cidade de Burgos e com o serviço de atenção ao cidadão, mas não obtive sucesso. Também enviei vários e-mails para a embaixada brasileira, na cidade de Madri. Por diversas vezes reiterei o pedido, e sequer obtive resposta”, disse a advogada Silvia Cristina de Mello. Ela também contatou o consulado brasileiro, em Barcelona, o qual respondeu que deveria insistir em obter notícias de Sandra com o setor consular. “Infelizmente, percebi total desinteresse e até descaso por parte da embaixada e do consulado brasileiros, que não prestaram qualquer tipo de informação. Isso é lamentável, pois, apesar de ser presidiária, Sandra continua sendo uma cidadã brasileira. A família não sabe mais no que pensar e acha que ela veio a falecer”, finalizou.

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