Dhanyllo Guimarães trabalha há oito anos como cabeleireiro. Há três trocou o Jardim Redentor pelo Leporace. O motivo: desejava aumentar sua clientela. “Estava estabilizado, mas cortava poucos cabelos e só de gente conhecida. Percebi que morreria ali. Optei pela avenida e o resultado foi excelente”, afirmou.
Dhanyllo diz cortar cerca de 40 cabelos masculinos por dia, com picos aos sábados, dia em que chega a trabalhar doze horas com intervalo de quinze minutos. E já foi pior: quando chegou ao bairro, baixou o preço para R$ 3 às segundas-feiras a fim de atrair clientes. Deu tão certo que havia fila na porta. “Tive de aumentar para quatro reais pois não estava dando conta”, disse.
Dhanyllo cobra R$ 5 o corte nos outros dias da semana. “Aqui mora muita gente, mas vêm clientes de outros bairros cortar comigo”, revelou o profissional, que já trabalhou até aos domingos. Hoje, pelo menos 30% de sua clientela é formada por pessoas que nunca viu.
O interesse pela avenida atraiu também uma ex-professora de Dhanyllo. Conceição Batista Oliveira Moraes tem um salão unissex no final da Abrahão Brickmann. “Saí do Petrópolis para abrir meu negócio e aqui encontrei um bom lugar, pois a clientela é boa e não pago aluguel”, disse. O sábado é o melhor dia. “Chego a trabalhar até doze horas seguidas”, revelou. A mesma realidade tem Sueli Gomes, também dona de um salão unissex, mas capaz de atender as exigências das mulheres: “Fazemos tudo. O lugar é muito bom”.
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