Solenidade de Todos os Santos


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Só a santidade que é amor, nos faz felizes. No Brasil, quando a solenidade de Todos os Santos ocorre durante a semana, passa para o próximo domingo, como neste ano. Assim, no dia 5 é celebrada esta grande solenidade. É motivo de grande alegria para todos nós celebrar a festa de Todos os Santos, os quais em vida ‘souberam amar Cristo e seus irmãos’. Até os que não conheceram Cristo, mas fizeram o bem para os irmãos, que são todos os seres humanos, serão chamados por Cristo de benditos. “Vinde benditos de meu Pai! Recebei em herança o Reino que meu Pai vos preparou desde a criação do mundo” (Mt 25, 34). Como eles procuremos viver intensamente as bem-aventuranças, que são o caminho da santidade com suas sinalizações no capítulo 5 de Mateus (Mt 5, 1-12). É o catálogo das bem-aventuranças! Imitemos a fé, a coragem, o amor e a alegria daqueles que estão juntos de Deus. A felicidade perene na glória celeste é a recompensa prometida aos que, durante a vida foram fiéis à vocação à santidade no exercício ou prática das bem-aventuranças que, como ficou dito acima, é o caminho da santidade. “Todos somos chamados para trabalhar na vinha do Senhor” (cf Mt 20, 4-7). Portanto, é durante a nossa peregrinação nesta vida que nos tornamos merecedores, pela infinita misericórdia do Pai celeste, de fazer parte do Reino preparado por Ele. Todos nós sonhamos com essa felicidade com desejo de satisfação e bem-estar. Todos a procuramos, e por meios diferentes. O evangelho nos diz: felizes os pobres; a sociedade proclama: felizes os ricos... A proposta do evangelho é diferente da proposta da sociedade de hoje. Qual é o caminho certo a seguir?. Os santos e santas que celebramos encontraram esse caminho. Eles são felizes porque viveram pobres, solidarizando-se com os pobres e não se conformando com a miséria do povo porque se afligiram e não se acomodaram diante do sofrimento das pessoas, porque buscaram a mansidão para combater a violência, porque lutaram por justiça que é fonte de saciedade, porque foram misericordiosos como o Pai, porque viveram a pureza do coração, a qual faz ver Deus no irmão; porque se empenharam pela paz que é o sonho de todo ser humano. Em suma, os santos não viveram acomodados e inertes diante da realidade adversa que encontraram, mas se empenharam para transformá-la. Parece que a felicidade consiste nisto: estabelecer certos objetivos coletivos e viáveis e lutar para atingi-los, pensando no bem-estar comunitário (Nilo Luza, ‘O Domingo’, Seminário Litúrgico-Catequético, 06/11/2005, nº 54). A festa litúrgica de Todos os Santos vem sendo celebrada de maneira universal em toda a igreja desde o século IX, quando o Papa Gregório IV, no ano 835, fixou a data oficial de comemoração no dia 1º de novembro. FREI JOSÉ PINTO RIBEIRO pertence à Ordem dos Agostinianos Recoletos

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