O delegado seccional Maury Segui rebateu as críticas de Sidnei Rocha, que atribuiu a ampla exposição do “caso dos cones” pela mídia a uma suposta falta de sigilo do policial, que conduz o inquérito. Segui disse que não pode, nem pretende impedir a liberdade de imprensa, e afirmou que todo o processo investigatório transcorreu legalmente.
“A divulgação foi conseqüência do próprio ambiente em que se deu o evento. Foi em público e envolveu várias pessoas. Quando o fato se tornou inquérito, já era público e notório. A investigação não era sigilosa. Tinha de ser transparente”, disse Segui. “A imprensa representa os olhos e os ouvidos do povo e todos nós, em uma estrutura democrática, temos de entender isso.”
Questionado se houve excesso por parte da imprensa, como disse o prefeito, Segui declarou que não era função sua analisar o trabalho dos jornalistas. “Esse aspecto é regulamentado pela Lei de Imprensa, não tenho como afirmar nada. Agora, com relação à Polícia Civil ter se manifestado, isso faz parte da natureza de nossa investigação processual penal. O inquérito não é revestido de sigilo, até porque não há necessidade.”
Segui afirmou que concluirá o inquérito até o fim da próxima semana. Antes, ouvirá duas testemunhas indicadas por Rocha. Trata-se dos empresários Jayme Luiz Barbosa (presidente da Acif) e Solano Botto. “O prefeito considera importantes os depoimentos destas testemunhas. Agora, precisarei de tempo hábil para intimá-los e ouvi-los, mas acredito que acabarei tudo antes do prazo legal, que termina no dia 9”.
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