Duas horas sentindo fortes dores no braço esquerdo, com um dente quebrado e a boca inchada. O final da tarde de quarta-feira foi assim para o garoto Felipe Oliveira, de apenas 6 anos. Ele teria se machucado durante o horário do recreio na Escola Municipal de Ensino Infantil “Professor João Luiz Garcia”, no Jardim Tropical. Reclamou para a professora, que nada fez. Somente no final da tarde, quando a mãe foi buscá-lo, é que a criança foi socorrida. Levado ao Pronto-Socorro Infantil, após uma radiografia, foi constatado que o braço do garoto estava quebrado.
A sapateira Marli Mateus, mãe de Felipe, disse que a professora afirmou que a criança realmente havia caído e que o dente quebrado seria substituído, já que era de leite. “Quanto ao braço, ela apenas disse para que meu filho não corresse mais.
Achei estranho ninguém ter me chamado. Meu filho ficou com dores, reclamou e ela nada fez. Crianças caem mesmo, mas a direção da escola deveria, no mínimo, ter me chamado. Eu mesmo socorreria meu garoto”, reclamou Marli, indignada.
Nem a diretora da escola nem a professora foram encontradas para falar sobre o assunto. O Comércio procurou a secretária municipal de Ensino, Leila Haddad Caleiro, que disse já ter ouvido a versão da diretora e do pai da criança. Ela afirmou que garoto caiu no final da aula, pouco antes da mãe ir buscá-lo. “Por isso, não foi socorrido. Ele reclamou apenas do dente.”
Segundo a secretária de Ensino, os professores são orientados a socorrer as crianças em qualquer situação e, neste caso, não houve omissão de socorro. “Ele não se machucou no horário de recreio, inclusive, porque a escola não está tendo recreio. Ela (a escola) está passando por reformas e os alunos não estão saindo da sala”.
A mãe do menino discorda e o próprio Felipe disse que caiu na hora do recreio. “Quando cheguei para buscar meu filho, o braço e a boca já estavam inchados. Ele estava com febre e me disse que chegou a reclamar com a professora, ainda na sala de aula.
Foi negligência, que terá de ser apurada”, desabafou a mãe.
Odair Tristão, secretário de Governo, foi procurado pelo Comércio para dizer se será aberta sindicância para apurar o caso, mas não foi encontrado na secretaria.
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