Abandonados, cerca de 30 prédios e casas de Franca servem de moradia para mendigos, usuários de drogas e de depósito de lixo, transformando-se em verdadeiros transtornos para vizinhos. O levantamento foi divulgado pela Divisão de Fiscalização de Obras e Posturas do Município.
Para solucionar o problema, a Prefeitura vem tomando medidas extrajudiciais, notificando os proprietários para que lacrem as portas, aluguem ou façam a demolição do imóvel.
Nos últimos quatro meses, seis donos de residências abandonadas foram notificados. Os casos mais recentes ocorreram há pouco mais de uma semana, quando o município acionou proprietários de três casas, intimando-os a fazerem a limpeza e fechamento adequado dos imóveis em dez dias. Após o prazo, que vence dia 6 de novembro, haverá a cobrança de multa e, posteriormente, abertura de processo judicial.
Um dos imóveis fica na Rua Bahia, 174, na Vila Aparecida. No local existem apenas paredes levantadas. Dentro, lixos domésticos e resíduos de materiais para construção. A casa, segundo vizinhos, está abandonada há um ano. Ela foi incendiada e perdeu todo o telhado. Como a frente é aberta, algumas pessoas fazem do local um depósito de lixo. “É comum encontrar jovens fazendo uso de droga aqui. Já espantei muita gente nos últimos meses, mas, de vez em quando, ainda encontramos essas pessoas por aqui, principalmente à noite”, disse um morador que preferiu não ser identificado.
Nos fundos, a casa de número 164 também é citada pela Prefeitura como abandonada. Lá o problema é mais complicado porque há uma família morando. Eles dizem que são inquilinos e, quando informados de que a Prefeitura publicou um edital de que a casa está abandonada, afirmaram morar na residência há quase dois meses. “Vou procurar saber disso. Mas lá nos fundos, não temos problemas”, disse o morador.
Do outro lado da cidade, na Rua Nicolau Andréa, 290, Jardim Paineira, outro imóvel é citado no edital, com os mesmos problemas. A reportagem tentou localizar os donos dos imóveis, mas não encontrou contatos na lista telefônica.
SOLUÇÃO
Air Fontanezzi, Chefe da Divisão de Obras e Posturas do Município, disse que são poucos os casos em que o problema é solucionado sem a intervenção judicial, mas há quem tome providências após ser notificado. Num dos casos, na Vila Santa Cruz, o proprietário foi acionado no final de agosto. A casa da Rua Joaquim Querino Sobrinho, sinônimo de problemas para os vizinhos, foi mostrada em matéria da repórter Nelise Luques, no dia 30 de agosto. Agora, quem passa pelo local percebe que a casa ganhou muros novos, mas, segundo os vizinhos, ainda está abandonada. “Começaram a construir muros, mas já faz tempo. Os pedreiros, parece, desistiram da obra e pessoas desocupadas continuam entrando na casa. Para nós, vizinhos, nada mudou”, disse um morador da rua que pediu para não ser identificado.
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