O metalúrgico JLFS, 29, morador do Jardim Luiza, denunciou à polícia que um advogado francano teria lhe aplicado um golpe. Segundo ele, o advogado teria cobrado R$ 1,8 mil para defendê-lo em uma ação contra um banco, mas o processo nunca foi aberto.
JLFS disse que tinha um financiamento no banco e, mesmo pagando as parcelas em dia, a agência incluiu seu nome insjustamente nos serviços de proteção de crédito, Serasa e SCPC. “Como não obtive êxito no banco fui orientado a procurar um advogado. Me falaram dele e fui procurá-lo na esperança de me defender. Na verdade, me complicou mais ainda”.
JLFS disse que foi orientado pelo advogado a depositar o dinheiro das parcelas que faltavam em juízo, enquanto o processo tramitava. “Entreguei o dinheiro correspondente a 19 parcelas ao advogado. Um total de R$ 1,8 mil”. Segundo ele, o processo não aparece na Justiça Federal nem na Estadual.
Para piorar, o advogado que ele teria contratado não poderia atuar no seu processo, pois está suspenso da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). “Esse advogado falou que estava depositando o dinheiro. Só que ele pegou o dinheiro e não entrou com a ação”.
Ainda segundo JLFS, o advogado iria lhe entregar os recibos do depósito e os documentos do processo, o que não ocorreu.
O vice-presidente da OAB, Roberto Gomes Prior, considerou a situação lamentável e disse que a entidade vai abrir um processo disciplinar. “O advogado quando é suspenso não pode advogar”, afirmou, sem revelar os motivos porque o acusado foi suspenso pela Ordem em outros dois casos.
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