Novos bruxos são ligados às forças da natureza


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Elas não evocam o demônio, nem transformam seres humanos em sapos. Não cozinham em grandes caldeirões e seus temperos são alho, cebola, salsa..., nada de pés de aranha, rabos de ratazanas, olhos de lagarto, pêlos de centauro ou bigodes de lhama. Os feitiços não existem e as mágicas nada mais são do que a evocação de bons fluídos da natureza para si mesmas. Já não fazem mais bruxas como “antigamente”. Que bom! Porque as de hoje em dia são mais compromissadas em desejar e praticar o bem, ao contrário das de histórias infantis e contos de terror. Solange Dias, terapeuta em educação comportamental, é uma bruxa moderna. Não usa chapéu, quem dirá pontiagudo, não tem nariz pontudo e não prepara maçãs envenenadas. Ao invés disso, despeja um jarro de tranqüilidade quando se conversa com ela. Poção mágica é amor para ela. Frases de encantamentos são orações que misturam pedidos de compaixão com o próximo e amor à natureza. Adepta da Wicca, uma religião neo-pagã, é considerada uma bruxa e, com outros cerca de 180 adeptos francanos, participam de rituais como o “Culto ao Sol” e “Festival de Wesak”, que, ao contrário do que se possa pensar, estão bem longe de rituais de magia negra. “Faça o que quiser, desde que não traga mal a ninguém”, diz a bruxa Solange.

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