As irmãs Letícia, 7, e Lorena Brito Mota, 5, passaram por momentos conturbados. Os problemas vividos em casa foram transferidos para outros ambientes e prejudicaram a vida social delas. As duas tiveram ansiedade e depressão. “Tive um casamento muito tumultuado e isso já deixava minhas filhas ansiosas. Depois que me separei do pai delas, há três anos, elas entraram em depressão”, disse a professora Andreia Brito, 33.
Letícia e Lorena choravam na escola, brigavam com as outras crianças, ficavam isoladas, tinham medo de tudo, apresentaram problemas de saúde e só queriam ficar com a mãe. “Elas eram sapecas e alegres, mas mudaram demais. Ficaram apáticas e tristes. Eu via que elas estavam sofrendo.”
A indicação do Grupo de Auto-Ajuda Apoiar foi feita pela fonoaudióloga delas. Em abril de 2005, elas passaram a ter atendimentos individuais com psicólogas na entidade e estão conseguindo resgatar a infância. “Minhas filhas voltaram a ser crianças, estão com bom rendimento escolar e voltando a ter vida normal”, disse a mãe. “É legal. Lá eu brinco, converso. Eu gosto”, completou Letícia.
A terapia é feita com sessões semanais. Andreia paga R$ 40 por mês e tem atendimento gratuito para uma das filhas. “Pagar por consultas particulares seria inviável. Não tenho convênio médico”, disse Andreia.
Ela se encontra todos os meses com as psicólogas para acompanhar o comportamento de Letícia e Lorena, além do grupo de pais. “Eu também mudei. No grupos com outras mães, aprendo muito ao ver outras experiências e os voluntários nos dão dicas importantes de como agir. O Apoiar transformou nossas vidas.”
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