Depois de viver 15 anos enclausurado, o sapateiro Edson Luiz, 50, conheceu o Grupo Apoiar e mudou de vida. Desde os 35 anos, ele sofria crises de pânico com taquicardia, suor e medo de morrer todas as vezes que andava de ônibus, entrava no banco ou precisava ir ao supermercado. O problema o impediu até mesmo de participar do casamento dos filhos e de eleições, pois evitava locais cheios de gente. “Eu não sabia o que tinha e nem mesmo para procurar um médico tive coragem. Durante as crises, parecia que eu ia morrer: eu suava e tinha taquicardia. Só em casa me sentia bem (ele trabalhava na própria residência).”
Ele não sabe explicar por que a doença se desenvolveu ou o que a desencandeou. Diz que simplesmente apareceu. Edson só se livrou da síndrome depois de passar muito mal por causa do diabetes e precisar do Pronto-Socorro “Doutor Janjão”. “Ou eu ia ao médico ou morria. Fui e, já que tinha conseguido sair de casa, decidi procurar a cura para as crises de pânico.”
O sapateiro conheceu a história de Silvana Prado e do Apoiar pela rádio e se identificou com as descrições e sintomas apresentados. Após a primeira reunião, no ano passado, resolveu continuar. Em pouco tempo, Edson ficou curado sem usar medicamentos. “Foi como se tirasse com as mãos. Aprendi a voltar a viver. Os sete passos, a meditação, o contato com voluntários e pessoas que sofrem com o mesmo problema e o livro O Prisioneiro do Medo me ajudam muito.”
Hoje, Edson trabalha como voluntário no Apoiar e em outra entidade. “Ajudar me faz bem.”
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