Mariza Manochio Branco, 60, professora aposentada, conviveu com sérios problemas emocionais durante cinco anos. Ela sofria de síndrome do pânico, depressão, ansiedade e fobia social. “Tive crises violentas, com acessos de diarréia, taquicardia e pressão alta. Era terrível. Parecia que o mundo estava acabando.”
As doenças surgiram depois da perda de quatro parentes próximos no intervalo de um ano, todos por complicações da saúde. Após 50 dias da morte do marido, o irmão morreu e, no dia seguinte, o cunhado. “Meses depois perdi meu pai. Foi muito difícil suportar a dor.” No período dos problemas, ela se afastou das pessoas, pois tinha a sensação de que todos ficavam olhando para ela. “Hoje não tenho mais essa impressão e freqüento locais movimentados normalmente.”
Um médico diagnosticou o quadro depressivo, mas Mariza, com ajuda do Apoiar, se curou. “O Apoiar foi minha salvação. Aqui aprendi que sou capaz de lidar com meus problemas e a ter autocontrole.”
Ela melhorou em questão de meses. O grupo se tornou um segundo lar. “Encontrei uma segunda família.” Voluntária, Mariza passa pela entidade todos os dias e assumiu as funções de tesoureira do grupo. “Quero ajudar o outro. É gratificante ver que é possível ensinar outras pessoas e vê-las recuperadas.”
Uma das lições mais importantes para a professora aposentada foi a meditação. “É um exercício simples. Costumo fazê-lo pelo menos uma vez ao dia e me sinto muito bem”, disse. Para ser voluntário, o Apoiar exige que a pessoa tenha feito tratamento para poder ensinar o caminho da cura.
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