A decisão da Câmara de Altinópolis de proibir o nepotismo no Executivo levará à demissão de cerca de dez pessoas em cargos de confiança. Segundo o prefeito Wadis Gomes da Silva (PV), cinco exonerações já foram feitas e, até o próximo dia 5, a lei será totalmente cumprida, período em que serão demitidos os demais funcionários que integram as famílias dele ou dos vereadores.
O alvo da decisão são os parentes até terceiro grau não concursados. Mas o prefeito aponta irregularidades na lei, pois ela não se limita à proibição de indicação de parentes para ocupação de cargos em comissão. “A lei foi feita de maneira mais política do que para o bem da comunidade. Mesmo os concursados, se forem parentes de agentes políticos, não podem ter progressão na carreira. Estão interferindo no direito adquirido das pessoas”, afirmou.
Para Wadis, existem ainda outras irregularidades. “Pela lei aprovada, comerciantes da cidade que tenham funcionários, parentes de agentes políticos, não podem participar de licitação ou comercialização com a prefeitura”, disse o prefeito, acrescentando que, com isso, a Câmara está “normatizando ações que não são facultadas a ela”. A lei foi sancionada e publicada e a prefeitura tem até o próximo dia 5 para promover a exoneração dos funcionários enquadrados em nepotismo.
Procurado pela reportagem, o vereador Sebastião Paulino (PSDB), autor do projeto, demonstrou desconhecer o número de pessoas a serem demitidas.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.