Domingo, 29 de outubro. Dia de comparecer às urnas e escolher o presidente da República. Enquanto a Justiça Eleitoral se preparava para iniciar a apuração dos votos, dois homens eram presos pela Polícia Militar em Franca com US$ 26,3 mil e R$ 3 mil. Parte das cédulas estava escondida na cueca de um dos envolvidos. Qualquer semelhança com a política terá sido mera coincidência. A prisão não tem qualquer relação com as eleições e as pessoas detidas não são filiadas a partidos. Elas tinham acabado de furtar o dinheiro do interior de uma casa no Jardim Francano.
A prisão dos bandidos só foi possível graças à ajuda da população e da rápida ação dos policiais. Eram 17h30, quando duas mulheres que faziam caminhada pela Avenida Paulino Pucci avistaram dois homens em um orelhão chamando mototáxi. “Elas estranharam, pois os indivíduos estavam com um pacote sob as vestes. Pararam nossa viatura e relataram o ocorrido. Fizemos diligências pelas proximidades e percebemos os suspeitos embarcando nas motos. Ao nos verem, saíram correndo, dispensaram o pacote e entraram em uma casa”, contou o sargento Della Mota.
Os policiais foram atrás e conseguiram deter os ladrões e recuperar todo o dinheiro. Foram presos Ronilson Batista de Amorim, 22, o “Ronin”, e Fabrício Marcos da Silva, 23, o “Cabralzinho”, ambos moradores do Jardim Aeroporto. “No ato da prisão, o Cabralzinho ainda mantinha grande quantidade de dinheiro na cueca”.
SURPRESA
O dinheiro recuperado havia sido furtado do interior de um cofre existente na casa de um comerciante morador do Jardim Francano. A família estava ausente e só ficou sabendo do crime quando a polícia chegou ao local com os bandidos. Foi um misto de susto com alívio.
Ao entrar, os proprietários e familiares encontraram a casa revirada e o cofre estourado. Alguns documentos e jóias estavam jogados na sala. Após a elaboração da ocorrência no Plantão Policial, todo o dinheiro foi devolvido ao comerciante.
A prisão dos criminosos não encerra o caso. A Polícia Civil continuará investigando e a ocorrência poderá ter desdobramentos. “É possível que algum funcionário tenha dado a fita (passado informações) aos ladrões. Eles não entraram na residência por acaso. Sabiam muito bem que tinha dinheiro lá. Ao contratar serviços, as pessoas devem sempre procurar referências”, finalizou o sargento Della Mota, que atuou ao lado do soldado Pablo.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.