Funcionários da Samello se reúnem na segunda


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O presidente da Samello, Wilson Mello Neto, durante entrevista no setor de produção da empresa: funcionários devem decidir nesta segunda se aceitarão a proposta
O presidente da Samello, Wilson Mello Neto, durante entrevista no setor de produção da empresa: funcionários devem decidir nesta segunda se aceitarão a proposta
Trabalhadores da Samello rea-lizam nesta segunda-feira, na porta da fábrica, a partir das 6 horas, uma assembléia para discutir a proposta da empresa para a retomada da produção. A Samello propõe pagar os salários relativos a outubro normalmente no próximo dia 5 e vincular os débitos passados à venda de um terreno avaliado entre R$ 3,5 mi e R$ 4 milhões. Há 13 dias, a linha de produção está parada. O presidente do Sindicato dos Sapateiros, Paulo Afonso Ribeiro, disse que a empresa poderá encontrar dificuldades para conseguir levar a proposta adiante. “Não quero e não posso torcer contra uma fábrica que gera centenas de empregos. Mas todo esse tempo sem salários poderá pesar contra”. Ribeiro disse que se os trabalhadores não aceitarem a proposta as conseqüências para a Samello poderão ser graves. “As opções que nos restariam seriam as demissões indiretas, por meio de ações judiciais ou até mesmo através da ocupação da empresa. Mas acredito que a situação tem chances de ser resolvida de forma amigável e satisfatória para todo mundo.” O sindicalista disse ainda que irá cobrar respostas da diretoria da Samello nesta segunda-feira sobre quem seriam os investidores, qual a participação deles na empresa, quanto seria injetado e se os salários atrasados seriam pagos por eles. “A família Samello até agora não nos deu abertura para aprofundar nessa questão. Queremos saber se os investidores vão emprestar dinheiro a juros, por exemplo, ou se são pessoas interessadas em investir na empresa, que é uma S/A (sociedade anônima)”. Conforme Ribeiro, as explicações sobre os investidores nada têm a ver com a venda do terreno. “Eles (diretoria) nos disseram que assim que a área for vendida vão pagar os salários atrasados das fábricas de Franca e da Paraíba, que totalizam R$ 1,2 milhão e dizem respeito a mil trabalhadores, 400 lá e 600 aqui (incluindo linha de produção e setor administrativo). O problema é que o terreno pode demorar e muito para ser vendido. Tem muita gente em Franca que poderia comprá-lo, tem patrimônio para isso, mas não li-quidez”, finalizou.

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