Petistas mitomaníacos


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Quando a deputada Luciana Genro, a filha do atual braço direito - daquele que queria refundar o PT mas o Zé não deixou -, foi expulsa do PT, afirmou que Lula mudou, tornou-se outro, durante congresso do partido em 1998, quando foi escolhido para disputar as eleições. Naquele evento o Lula encurralou os ‘radicais’. Eu estava lá. E vi tudo. E bati palmas! Incrível? Não, não é não. O Lula contou uma história tão convincente que era difícil não acreditar no que ele contava. E foi ali que o Lula começou a exagerar na verdade. Inicialmente, para a militância. Depois, para todos. O núcleo duro do PT iludiu a militância por um longo tempo em questões como o déficit da Previdência, governar com ética, zelo com o dinheiro público. Mentir por muito tempo torna-se hábito e vira doença. Na Medicina é conhecida como mitomania, para os leigos é síndrome de Pinóquio mesmo. O Lula e seus assessores contam tanto algumas lorotas que, penso eu, já acreditam nelas. No ano passado, vimos os presidentes do PTB e do PL admitindo receber dinheiro ilegal para aliar-se ao PT e, ao mesmo tempo, dirigentes petistas declarando seu amor e respeito à ética. Êta Zé! Porém, em 2002, a turma do PT exagerou. Criou um Programa de Governo cheio de metas. Ou promessas, dá no mesmo. E cumpriram o que interessa? Não. No item 29, por exemplo, afirmava que ‘a rigidez da atual política econômica pode provocar a perda de rumo e de credibilidade; o Brasil já demonstrou, historicamente, uma vocação para crescer em torno de 7% ao ano. É essa vocação que o nosso governo vai resgatar, trabalhando dia e noite para que o País transite da âncora fiscal para o motor do desenvolvimento’. Falar, o Lula falou. Fazer... No item 44, dizia que ‘a primeira das reformas a ser encarada pelo novo governo... a redução ao longo do tempo da carga tributária incidente sobre a produção e os assalariados de baixa e média renda. Antes do fim da CPMF, nosso governo vai encaminhar projeto para que esta contribuição seja mantida em nível simbólico, para efeito de fiscalização’. Pobres de nós que continuamos espoliados pelo governo Lula. Para a nossa tristeza, o ‘crescimento espetacular’ é o da carga dos impostos. Continua subindo, de 35,88% do PIB em 2004 para os exagerados 37,37% em 2005, ou seja, menos consumo, menos emprego, mais pobreza. E o presidente insiste em dizer que não aumentou impostos. Não é verdade. Esqueceu do PIS/COFINS que ele aumentou. Uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas mostra que isso provocou uma retração de 1,7% do emprego e uma alta de 2,3% nos preços. A reforma foi feita em 2003. E, agora, para ganhar as eleições, o PT lançou uma enxurrada de inverdades. A mais nojenta é de autoria do Tarso Genro, associando a Opus Dei com Pinochet para desqualificar o candidato Geraldo Alckmin. É um preconceito de péssimo gosto, pois a Opus Dei é um movimento da Igreja Católica dedicada à paz e ao ser humano. Depois, alguns petistas foram presos com R$ 1,75 milhão. Iriam comprar um dossiê. Até o Lula insistiu nisso, queria saber o conteúdo. Mais uma falácia, não existe dossiê! De qualquer forma, isso levou ao segundo turno. Aí, inventaram uma boa para deixar o Geraldo em maus lençóis com a classe média. O próprio Lula afirmou que Geraldo iria privatizar o BB, a Caixa Federal, a Petrobras e os Correios. Essa foi de amargar mas não parou por aí. Alardeiam que criaram 40 universidades em três anos, quando na verdade foram, até agora, dois cursos superiores. A propaganda do Lula diz que nos oito anos do FHC foram criados apenas 1 milhão de empregos, enquanto nos quatro anos do governo Lula foram mais de 7 milhões de empregos. Foi o professor da FEA-USP José Pastore que mostrou o estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea): os empregos criados no período de 1992 a 2004 foram 17,5 milhões. Tem mais, mas vai ficar para o leitor fazer como lição de casa. Pesquisar! Porque se não fizer isso, vai amargar muito! MÁRIO EUGENIO SATURNO é pesquisador tecnologista sênior do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), professor do Instituto Municipal de Ensino Superior de Catanduva e congregado mariano.

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