Sindicato acredita que haverá resistência


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O presidente do Sindicato dos Sapateiros, Paulo Afonso Ribeiro, disse ontem que a Samello deverá encontrar dificuldades para convencer os funcionários. A proposta da empresa é fazer o pagamento relativo a outubro no dia 5 e vincular o restante do saldo devedor à venda de um terreno. “Os diretores disseram que já têm até interessados na compra da propriedade, mas é um valor muito alto e a área pode demorar para ser vendida. O pessoal está precisando de dinheiro rapidamente. Mas o sindicato, de qualquer forma, apresentará a proposta em assembléia na segunda-feira”, afirmou. O encontro está previsto para começar às seis horas e poderá definir a situação da empresa. Se os funcionários aceitarem a oferta, há chances da produção ser retomada até o fim da semana. Caso contrário, o caso pode parar na Justiça. Ribeiro disse que uma recusa dos trabalhadores poderia trazer graves conseqüências. “As opções, neste caso, seriam bem mais drásticas. O sindicato pode solicitar a rescisão indireta, com o ingresso de ação na Justiça, ou realizar até mesmo a ocupação da fábrica juntamente com os trabalhadores e lá ficar até os salários saírem”. Outro ponto abordado no encontro de Ribeiro com a diretoria da Samello, ontem, foi o empréstimo que a empresa tenta conseguir em São Paulo. “O dinheiro, segundo os diretores, será usado para comprar matéria-prima e fazer outros investimentos na fábrica. Disseram que virá de um grupo de investidores, mas não ficou claro se eles emprestarão o dinheiro ou se passarão a ser acionistas”.

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