Hipermercados derrubam preços em Franca


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Maria Silva faz compra no Carrefour: Hipermercado oferece preços mais baixos do que os pequenos
Maria Silva faz compra no Carrefour: Hipermercado oferece preços mais baixos do que os pequenos
Um levantamento informal realizado pelo Comércio da Franca comprovou que, quando o assunto é preço, os supermercados “gigantes” recém-chegados à cidade são mesmo os mais baratos. Na pesquisa, foram visitados onze estabelecimentos espalhados pelas cinco regiões de Franca (incluindo grandes, médios e pequenos). Em cada um, foram anotados os preços de 16 produtos específicos, entre alimentos, higiene pessoal e limpeza, praticados na tarde de ontem. O resultado mostrou que a soma desses itens é menor no Wal-Mart e Carrefour. A diferença de preços da cesta analisada chega a R$ 9. Enquanto no Supermercado Luar Portinari, localizado na região Norte, o valor total é R$ 52,73, no Wal-Mart, que fica na área central, esse valor fica em R$ 43,30, (21,8% menor). Vale lembrar que, em quatro itens, o Portinari não possuía a mercadoria analisada, que acabou substituída por uma similar. Nos “gigantes”, dez dos 16 itens avaliados apresentam o menor preço. “Isso é fácil de explicar. É só olhar para o tamanho dele e para o nosso. Não temos o mesmo poder de negociação com os fornecedores. Enquanto compramos uma caixa, eles adquirem milhares”, disse o gerente de um dos supermercados que preferiu não se identificar. O levantamento mostrou ainda que, para alguns produtos, a variação de preços ultrapassa os 100%. É o caso, por exemplo, do molho de tomate Pomarola tradicional em lata, que é comercializado a R$ 0,98 no Wal-Mart e a R$ 1,98 no Supermercado Granero do Parque Vicente Leporace. Apenas nos itens macarrão, leite integral longa vida, shampoo, bombril, papel higiênico e condicionador é que o preço oferecido pelos supermercados menores compensa. OS CONSUMIDORES O resultado do levantamento feito pelo Comércio da Franca já havia sido comprovado pela dona de casa, Maria Aparecida de Souza, que mora no Parque Vicente Leporace. Sempre que precisa abastecer a despensa de casa, ela se desloca cerca de 10 quilômetros até o Wal-Mart. “Para mim, é uma maravilha. Há mais variedade para eu escolher e os preços compensam o esforço de vir até aqui e as filas que sempre temos de enfrentar”. Apesar de todas as vantagens, há quem prefira ficar nos bairros. André Luiz Ramos, 20, é um desses consumidores. Ele acredita que comprar nos grandes hipermercados só vale a pena para alguns itens. Opinião semelhante tem a dona de casa Maria Aparecida de Jesus, 62. Ela é cliente fiel do Pedigoni Serv e não troca o supermercado por outro. “Gosto de ir nos grandes, mas só para passear, já para comprar, prefiro ficar por aqui mesmo”. Para ela, a diferença de preço não é um fator determinante. “Não acho que seja tanto assim e gosto de comprar onde estou acostumada”.

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