Justiça Federal intima 32 militantes do MLST


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Vilmar Silva, da coordenação do MLST, aguarda a intimação
Vilmar Silva, da coordenação do MLST, aguarda a intimação
O advogado do MLST (Movimento de Libertação dos Sem-Terra), José Antônio de Castro, disse ontem que 32 militantes foram intimados a prestar esclarecimentos sobre a invasão e o quebra-quebra no Congresso Nacional no dia 6 de maio deste ano. Os depoimentos foram agendados para o dia 16 de novembro, com início previsto para as 8 horas, no prédio da Justiça Federal em Franca. As intimações começaram a ser entregues por oficiais da Justiça Federal que estiveram na cidade quinta-feira. Todo o trabalho foi apoiado pela Polícia Federal de Ribeirão Preto. A invasão contou com a participação de mais de 400 sem-terra, sendo 98 de Franca. Todos foram presos em um ginásio de esportes e, posteriormente, 42, sendo dois da região, passaram 39 dias na Penitenciária da Papuda, em Brasília (DF). Até a tarde de ontem, Vilmar Silva, um dos coordenadores do movimento, disse que ainda não tinha recebido a intimação, mas já sabia da data dos depoimentos. “Na verdade a gente já estava esperando. Depois do que aconteceu, a gente sabia que ia ter conseqüências”, disse ele, demonstrando tranqüilidade. Vilmar Silva não soube informar quais dos seus companheiros foram intimados. Atualmente, o grupo mantém um acampamento na Fazenda Santa Cruz, em Cristais Paulista, onde mais de 200 famílias estão morando na expectativa da propriedade se transformar em um assentamento. As negociações com o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) já começaram.

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