A projeção de que a área plantada de cana e a produção de álcool pode ser dobrada em seis anos motiva o setor, que investe em novas tecnologias e maquinários, mas sofre problemas de logística. Conforme o vice-presidente da Orplana (Organização de Plantadores de Cana da Região Centro-Sul do Brasil), José Coral, os atuais 4,5 milhões de hectares de área plantada deverão chegar a 10 milhões em 2012. Espera-se que a produção de 16 bilhões de litros de álcool chegue a 32 bilhões. Para o açúcar, com mercado mais definido, o crescimento será menor, devendo passar dos atuais 25,8 milhões de toneladas para 30 milhões.
Para a safra 2009/2010, deverão ser abertas 90 novas usinas no Brasil, segundo Coral. A aposta é no mercado externo. As altas no preço do petróleo dão espaço para o álcool. “Há margem para crescer e mercado para vender, mas a falta de uma logística melhor atrapalha o setor”, reclama o vice-presidente da Orplana, para quem a construção de “alcooldutos” é uma das saídas para o problema.
De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra 2006/2007 chegará a 471 milhões de toneladas, 9,2% superior à anterior. O crescimento seria resultado do aumento da área plantada e da produtividade. Desse total, 39,3% são destinados à produção de álcool, 50,6% à fabricação de açúcar, e 10,1% à fabricação de cachaça, rapadura, açúcar mascavo, alimentação animal, sementes, entre outros produtos.
A região Centro-Sul responde por 86,3% da produção, enquanto a Norte-Nordeste fica com 13,7%. O Estado de São Paulo produz 282 milhões de toneladas (quase 60% do total), representando 3,3 milhões de hectares plantados. O município de Batatais, que tem uma das maiores áreas plantadas, deve colher neste ano 3,5 milhões de toneladas e a região de Ituverava e Orlândia, 25 milhões. (Fonte: Jornal do Senado, de Brasília)
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