O maior adversário do time de futebol feminino Franca no jogo de amanhã, pela Série A-2 do Paulista, não é só a equipe de Itapeva e também fatores extra-campo. Como todas as jogadoras trabalham e o horário previsto para chegada da equipe é por volta das 4 horas de segunda-feira, muitas podem não viajar. São cerca de 12 horas até o local do jogo.
Uma dessas atletas que ainda estava em dúvida ontem à noite é a meio-campista Poti. Depois de ficar desempregada, voltou a trabalhar há 15 dias. “Quero jogar, mas não posso correr o risco de perder esse emprego.” Às 6h45 Poti precisa estar na fábrica.
A assistente técnica Sílvia reconhece o problema. “O Enderson (Barbosa, técnico) tentou de todas as maneiras mudar o jogo para o sábado. Mas o time de Itapeva não aceitou.”
O horário da partida também é problema. O time de Franca tenta jogar às 13 horas, para o retorno ser o mais cedo possível, mas Itapeva e a Federação de Futebol Amador divergem entre 15 e 13 horas. O time está na vice-liderança de seu grupo até esta 3ª fase. Falta mais uma etapa até a final e só os primeiros se classificam.
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