‘Vou ter de dormir no Cemitério da Saudade’


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Nilton César, 39, desempregado, há mais de 9 meses em Franca, deixou a família em São Paulo em busca de um emprego no interior. Será um dos prejudicados quando o albergue fechar na próxima quarta-feira. “Não tenho condições de ir para nenhum hotel ou pensão. Não tenho parentes aqui e como já passei pelo albergue municipal só posso voltar lá no mês que vem. Agora que este albergue vai fechar, vou ter de pousar mais alguns dias no túmulo do Cemitério da Saudade”. Os planos de Nilton eram arranjar um emprego fixo na cidade e trazer a família para cá. “Vim para Franca no início do ano e até agora só consegui fazer bicos. Fui serralheiro durante 25 anos e por causa disso meus olhos ficaram inflamados, não posso trabalhar mais nesta função. Estou à procura de qualquer coisa. A paralisação do albergue vai adiar um pouco os meus planos, pois vou ter mais dificuldades financeiras. Se já dormindo aqui eu não consegui arranjar nada, agora como vou tomar banho para procurar emprego?”.

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