O prefeito Sidnei Rocha disse, ontem, que não pretende interferir na eleição que definirá o presidente da Câmara Municipal em 2007. “Ela (a Câmara) tem de resolver os seus problemas, as suas eleições sozinha”. Para quem já classificou decisões dos vereadores como “imbecilidade” e “idiotice”, a independência atribuída à Câmara de maneira tranqüila causa surpresa.
Durante o ano de 2005, o prefeito ofendeu os vereadores publicamente duas vezes. Na primeira vez, chamou de “idiotice” a resistência dos vereadores em aprovar a doação ao Estado do terreno para a construção do CDP (Centro de Detenção Provisória).
Na segunda, depois da aprovação do Plano Comunitário de Melhoramentos, projeto de sua autoria, com uma emenda que obrigava uma licitação para escolher o banco que gerenciaria o programa, disparou: “Imbecil esta atitude da Câmara Municipal de abrir licitação. (...) Como é que um banco vai entrar numa licitação para ele fornecer empréstimo para as pessoas lá no bairro, coisa que o banco já existe para isso?”, disse. Se por insatisfação ou não, em 2005, somente depois da interferência do prefeito, Marcelo Mambrini foi eleito presidente da Câmara com absoluto apoio da base governista.
Em 2006, pelo menos em público, Sidnei Rocha não tem ofendido os vereadores. “Eu gostaria que a Câmara decidisse, livremente, como poder Legislativo que é. Que não precisasse da opinião do prefeito”, disse. “Talvez eu fique totalmente fora”, disse. Talvez.
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