Disputa pela presidência desenha nova Câmara


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O oposicionista Joaquim Ribeiro, que já tentou ser presidente em 2005 e 2006, buscará o cargo pela terceira vez. Agora, a intenção é conquistar um companheiro no bloco do prefeito
O oposicionista Joaquim Ribeiro, que já tentou ser presidente em 2005 e 2006, buscará o cargo pela terceira vez. Agora, a intenção é conquistar um companheiro no bloco do prefeito
Definir um bloco governista e um oposicionista na Câmara Municipal de Franca deve ser tarefa mais difícil em 2007. A eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Franca para o ano que vem começa a desenhar uma aliança que mescla defensores do prefeito e membros da oposição. Apesar de não assumir abertamente, nos bastidores, Joaquim Ribeiro, vereador do PSB, um dos partidos de oposição ao lado do PT, já arrebanha apoiadores para suceder Marcelo Mambrini (PMN) na presidência da Casa. Ribeiro já tem praticamente como certo que o companheiro de partido do prefeito Sidnei Rocha, Marcelo Valim (PSDB), será seu vice-presidente. Luiz Carlos Fernandes (PDT), outro componente atuante da base do governo, também é cotado para compor a chapa como vice-presidente. O novo cenário deve gerar dor de cabeça para o prefeito Sidnei Rocha (PSDB), acostumado a uma situação confortável na Câmara, com dez vereadores a seu lado. A intenção de presidir a Câmara não é nova para Joaquim Ribeiro. O vereador do PSB já tentou ocupar o cargo em 2005 e em 2006. Na primeira vez, perdeu a eleição quando os vereadores do PMN, Marcelo Mambrini e Donizete da Farmácia, trocaram de lado e apoiaram Luiz Carlos Fernandes. Na segunda, foi vítima da interferência de Sidnei Rocha, que indicou Mambrini como seu candidato. Agora, para evitar uma terceira derrota, Ribeiro vai buscar dentro da própria base governista um companheiro de chapa. O candidato à vice-presidência sairia de dentro do partido de Sidnei: Marcelo Valim (PSDB), que cada vez mais se distancia do partido. A aliança pode marcar, de vez, o desalinhamento de Valim. Para ele, um acerto com Joaquim Ribeiro é “quase certo”. “O doutor Joaquim seria o presidente e eu o vice. O correto é isso, não é? Um da situação e outro da oposição”, disse o tucano. Caso o “quase” impeça a aliança com Valim, Joaquim Ribeiro já tem outra opção, igualmente baseada numa composição com a base governista. Luiz Carlos Fernandes (PDT), que nunca escondeu sua simpatia pelo prefeito, semanas atrás admitiu a intenção de concorrer à presidência. Agora, já reconsiderou. “Pensava em me candidatar, só que tudo já está adiantado em torno do nome do Joaquim. Pelo que eu percebi, em conversa de bastidores, a coisa caminha para que ele seja eleito”. Luiz Carlos diz que já realizou o sonho de presidir a Câmara e não teria problemas em apoiar Ribeiro ou até compor a mesa diretora como vice-presidente. “Eu não tenho nada contra a candidatura dele”. Se o acordo será fechado com Valim ou Luiz Carlos, para o prefeito não fará muita diferença. A aliança de Ribeiro com qualquer um deles significará não só a perda de um membro da base governista, mas de um membro atuante. As implicações dessa perda ainda não podem ser medidas, mas não resta dúvida de que o cenário na Câmara deixaria de ser tão confortável para Sidnei Rocha.

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