Samello não paga e fica fechada pelo 11º dia


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A Samello pediu prazo até amanhã para resolver a questão dos salários atrasados de seus funcionários. O crédito bancário aguardado para ontem ainda não foi liberado e os pagamentos aos trabalhadores e a fornecedores continuam em aberto. Com isso, a fábrica entra hoje no 11º dia de paralisação. Para amenizar a situação, foram entregues cestas básicas aos empregados, mas o valor das mesmas (R$ 43) será descontado quando os pagamentos forem efetuados. O presidente do Sindicato dos Sapateiros, Paulo Afonso Ribeiro, que se reuniu por duas horas na manhã de ontem com acionistas da Samello, disse que a diretoria da empresa garantiu estar empenhada em obter rapidamente o empréstimo para quitar os débitos com funcionários e fornecedores de matéria-prima. “Fica claro que a intenção é pagar todo mundo e tocar a produção. Mas o que pesa contra, agora, é o tempo, pois todo mundo quer e precisa receber.” Ribeiro disse ainda que se a Samello não conseguir o dinheiro até segunda-feira será iniciado um processo de demissão voluntária. Os funcionários descontentes poderão pedir sua dispensa. “A diretoria me garantiu que todos os direitos trabalhistas serão respeitados, até a multa rescisória de 40%. Disponibilizaram, inclusive, os imóveis que o grupo possui na cidade como garantia de pagamento dos acertos.” O presidente da empresa, Miguel Sábio de Mello Neto, foi procurado pela reportagem, ontem, para dar sua versão sobre as colocações de Ribeiro, mas não foi encontrado. Cinco ligações telefônicas foram feitas ao longo do dia e um e-mail foi enviado, mas não houve retorno.

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