O prefeito Sidnei Rocha (PSDB), acusado de chutar cones na praça Barão e chamar um policial militar de “soldadinho de merda”, disse ontem que “abrirá mão” do foro privilegiado a que tem direito e permitirá que seu depoimento na delegacia seja acompanhado pela imprensa.
Desde o dia 30 de setembro, quando aconteceu a confusão, a reportagem do Comércio tenta entrevistar o prefeito diariamente.
A única vez em que o tucano falou sobre o assunto foi no dia das eleições, 1º de outubro, quando o repórter Vinícius Araújo o encontrou na escola em que ele vota. Na ocasião, o prefeito tentou contemporizar, negou que tivesse agredido o PM e disse que pretendia apenas organizar o trânsito.
Ontem, durante entrevista coletiva para anunciar a ampliação de uma escola e a construção de outras duas, a reportagem insistiu. Lacônico, Sidnei disse que no dia em que for depor “vocês vão ter minha versão e as das testemunhas que vou indicar”.
O tucano chegou a dizer que não guarda mágoas do PM, como se fosse a vítima, e quer apenas que a população conheça a “verdade dos fatos”. “Mas já te digo que a história não é bem a que está sendo contada; é parecida, mas não é bem a mesma”, afirmou. A “história verdadeira”, Sidnei guarda só para ele. Desde o incidente, quase um mês já se passou sem que o prefeito apresente sua versão.
Agora, o tucano tem pouco tempo. O PM ofendido registrou queixa, disse que não apenas ele foi ofendido por Sidnei como toda a corporação e um inquérito policial foi aberto. “O prefeito deverá se apresentar para prestar depoimento na quinta ou na sexta-feira. Eu gostaria que não ficasse para a semana que vem para que pudesse concluir logo este inquérito”, disse o delegado seccional, Maury de Camargo Segui, que comanda as investigações.
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