Calcinhas de renda, malha, fio dental; sutiãs, de algodão, com bojo, meia-taça, alças de silicone; cintas-ligas e espartilhos. Estes são alguns dos itens que compõem a lingerie, cuja finalidade vai de proteger as partes íntimas da mulher até como poderosa arma de sedução e fantasia sexual. A lingerie faz parte da vida diária de toda mulher. Por isso, é preciso escolher peças confortáveis e que se adaptem ao estilo de cada uma. Isso, certamente, nem é preciso ser dito.
Mas, entre tantas opções, como escolher a lingerie que se encaixe ao seu perfil ou a peça certa para cada ocasião? Essa é a dúvida mais freqüente de 10 em cada 10 mulheres. Indecisa, a estudante Talita Fernandes de Lima, 19, arrisca a dar uma dica para as que também ficam na dúvida na hora da escolha. “Eu tenho mais de 20 lingeries, e fico sempre em dúvida de qual colocar, mas gosto de usar sempre em conjunto. Não ponho peças separadas. Para não repetir muito, eu vou usando os conjuntos mais simples de dia e os mais sensuais à noite.”
A lingerie também pode ser usada para dar um “up” na relação amorosa. Há homens que nem reparam na lingerie que a mulher está usando; já outros chegam a participar da compra, escolhem a cor e exigem, até mesmo, o modelo. “Meu ex-namorado elogiava as minhas lingeries e me dava sugestões na hora de comprá-las”, diz Talita. Qual namorado não gostaria de ver a sua amada num espartilho preto e meias com cinta- liga?
Mas para a psicoterapeuta Débora Poppi Pelizaro, o benefício mais importante da lingerie vai para a própria mulher. “Não se deve vestir uma lingerie só para agradar ao parceiro. A lingerie serve para valorizar a auto-estima da mulher, deixando-a mais contente consigo mesma. É preciso que a mulher vista uma lingerie bonita, se sinta sexy e confiante. Se ela gostar do que estiver vestindo, aí sim, poderá ousar com a peça e fazer o relacionamento ficar mais quente.”
MERCADO
O mercado de lingeries está cada vez mais amplo e diversificado. Tem as sensuais, as comportadas, no que diz respeito aos sutiãs existem os que aumentam ou reduzem o volume dos seios, suavizam o tamanho, para usar com blusas transparentes, abertas, etc. Já para as calcinhas, além das tradicionais ainda existem o fio dental, tanguinha, as do tipo cueca (é isso mesmo!), aquelas que ajudam a levantar o bumbum, reduzem culotes.
Para compor um visual sexy, do tipo noite de núpcias, há no mercado uma infinidade de opções, entre elas a cinta-liga (calcinha junto com a meia-calça) e o espartilho (sutiã com colete ligado na calcinha e na meia-calça), que podem ser encontrados em diversas cores, principalmente em vermelho e preto, mais vendidos e considerados os tons mais sensuais.
HISTÓRIA DA LINGERIE
Nos séculos 17 e 18, as lingeries, termo francês que significa “roupas de baixo”, eram desconfortáveis, cheias de tecidos, usadas como acessórios por baixo de grandes saias femininas, como os saiotes e os espartilhos, que eram bem apertados para deixar as cinturas das mulheres mais finas e os seios mais fartos. Porém, ainda assim, as peças íntimas eram consideradas conservadoras. No início do século 20, as lingeries foram evoluindo, diminuindo de tamanho, e os tecidos foram ficando cada vez mais modernos, confortáveis, ganhando novos materiais e adereços. Atualmente, as peças íntimas das mulheres são mais duráveis e repletas de sensualidade.
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