Piracema: proibição de pesca começa no dia 1º de novembro


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A piracema (período em que acontece a desova dos peixes) começa no dia 1º de novembro e segue até 28 de fevereiro do próximo ano em todo o País. Nesse período fica proibida a pesca de rede em rios e reservatórios tanto para pescadores amadores como profissionais. Para inibir a pesca predatória nos próximos três meses, a Polícia Ambiental intensificará a fiscalização em todos os rios da região, principalmente no Grande e no Pardo. A multa para quem desrespeitar a lei pode variar de R$ 500 a R$ 13 mil conforme a infração. O infrator poderá ainda ser detido por até três anos, dependendo do prejuízo causado ao meio ambiente. Durante o período da piracema, a pesca para amadores e profissionais será permitida apenas com vara com molinete ou carretilha e linha de mão às margens de rios. A pescaria com vara também é permitida em reservatórios como a Represa Jaguara em Rifaina. “Em reservatórios é permitido usar embarcação”, disse o tenente Gilson Luís da Costa, da Polícia Ambiental. Mesmo com vara, o pescador precisa estar atento à quantidade do pescado. “É permitido pescar apenas peixes nativos e com o limite de até 10 quilos”, informou o oficial. Quem for pego com mais de 10 quilos de peixe, mesmo tendo sido pescado com vara, será multado em, no mínimo, R$ 500 e ainda pagará mais R$ 15 a cada quilo a mais. O pescador ainda perderá todo o equipamento, que será apreendido pela Polícia Ambiental. Fica proibido também transportar mais de 10 quilos. “Acontece muito do pescador estocar o peixe em ranchos e depois transportá-lo. Se for pego também será multado”, alertou. LISTA Entram na lista de vetados os peixes das espécies cascudo, tambaqui, dourado, traíra, entre outros nativos. Outra proibição diz respeito à isca a ser usada. De acordo com as normas do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), é proibido usar como isca qualquer espécie de peixe ou animal. Costa afirmou que a fiscalização será feita por terra e por água, porém o número dos profissionais envolvidos não foi divulgado para proteção dos policiais. “Durante o período da piracema, historicamente reduz-se o número de infrações. O pessoal tem respeitado e é isso que esperamos para este ano. Apenas 1% das pessoas que são pegas pescando é por necessidade”, concluiu.

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