Vereadores procuram nova área para o CDP


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Mesmo sem a confirmação oficial da Secretaria de Administração Penitenciária de que o CDP (Centro de Detenção Provisória) de Franca não vai mais ser construído na área doada pelo município ao Estado, na região do City Petrópolis, os vereadores devem começar, ainda nesta semana, a estudar um novo terreno onde o centro possa ser construído. O assunto dominou a morna sessão de ontem da Câmara Municipal. O pedido de licença ambiental para o CDP foi negado pela Sema (Secretaria Estadual de Meio Ambiente). O motivo da recusa seria a proximidade do local do perímetro urbano e das nascentes do Rio Canoas. Conforme noticiou com exclusividade o Comércio no dia 6 de outubro, fontes confiáveis da Sema garantem que a SAP desistiu do local. Ontem, Gilson Pelizaro (PT) se aproveitou da desistência para criticar o prefeito Sidnei Rocha (PSDB), que insistiu em aprovar a doação do terreno que inviabilizou a aprovação do projeto. “Nós já havíamos dito que o local não seria aprovado. Mas a truculência, a arrogância e a prepotência permaneceram. Esse fracasso tem um único responsável: Sidnei Franco da Rocha”, disparou Pelizaro. Ainda que a assessoria de imprensa da SAP tenha mantido o silêncio sobre o assunto ontem, para os vereadores já é hora de buscar outro local para o CDP. Luiz Carlos Fernandes deve iniciar na quinta-feira a movimentação para formar uma comissão com um vereador de cada partido para escolher o novo local e o apresentar ao prefeito. “Agora, vai ser muito cômodo para o Sidnei cruzar os braços: Mandei, a Câmara aprovou e não teve resultado. A comissão vai pressioná-lo para impedir qualquer comodismo”, disse Luiz Carlos Fernandes. Luiz Carlos detalhou a idéia ao Comércio. Ele planeja contratar um corretor de imóveis para fazer um levantamento dos terrenos que se encaixem nas exigências para abrigar o CDP. Os locais mais visados serão os fora do perímetro urbano e às margens de rodovias, mesmo que sejam propriedade privada, já que a Prefeitura não detém áreas apropriadas. “Vamos conversar com o proprietário para uma desapropriação”. O pedetista quer pedir ajuda ao Estado para arcar com o investimento do terreno. “Mais do que a Prefeitura, o Estado tem interesse em viabilizar a obra”, disse. Para evitar transtornos como os que vem ocorrendo com o terreno já doado ao Estado, o vereador planeja ainda consultar a Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental do Estado de São Paulo). “Não podemos mais ficar com jogo. Quando a gente apresentar a área, ela terá a aprovação prévia dos vereadores e o parecer técnico de que a construção é viável”, prometeu.

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