Os prefeitos de quatro cidades da região estiveram ontem à tarde no gabinete do prefeito de Franca, Sidnei Rocha (PSDB), para pedir ajuda. Sem acesso ao alto comando da Sabesp, em São Paulo, os pequenos municípios querem que Rocha abra espaço para que eles negociem contrapartidas da estatal para renovarem seus contratos, a exemplo do que fez Franca.
O prefeito de Itirapuã, Marcos Alves (PMDB), disse que a Sabesp não abre diálogo com pequenas cidades. O contrato entre o município e a empresa acaba em nove meses. “Dizem que somos deficitários, que o objetivo maior deles é fechar com Franca. Mas nossos munícipes também merecem atenção”, disse.
Para Antônio Delefrate (PSDB), de Buritizal, cujo contrato venceu em março, a atitude de Rocha de baixar decreto retomando os serviços de água e esgoto pode ser imitada por ele, caso não se chegue a um acordo amigável. “A intenção minha não é de chegar a esse ponto. Agora, não descarto reagir da maneira que for necessária para defender os interesses de minha cidade”.
O prefeito de Jeriquara, Alexandre Borges (PFL), disse que vai exigir da Sabesp uma contrapartida para conceder os serviços de água e esgoto. “É só fazermos os cálculos proporcionais ao que pediu Franca (R$ 30 milhões) e chegaremos a um número. O que não pode é continuarmos à margem da companhia”.
Rocha se propôs a falar com a Sabesp, mas impôs limites. “Não vou negociar contrato para as outras cidades. Elas pediram ajuda de Franca. Vamos ajudá-los e pedir uma maior atenção para nossa região. O dono do negócio é o município e ele tem todo direito de ser ouvido”. Sobre o contrato de Franca, o tucano disse que está tudo “na mesma”.
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