Dise descobre esquema de clonagem de celulares


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Diversos telefones clonados e computadores usados para a prática do golpe foram apreendidos pelos agentes da Dise: polícia acredita que prejuízo total causado às vítimas possa ultrapassar R$ 300 mil
Diversos telefones clonados e computadores usados para a prática do golpe foram apreendidos pelos agentes da Dise: polícia acredita que prejuízo total causado às vítimas possa ultrapassar R$ 300 mil
A Polícia Civil de Franca descobriu um esquema de clonagem de telefones celulares que fez cerca de cem vítimas nas cidades de Guaíra, Miguelópolis e Frutal. As investigações ainda estão em andamento, mas estima-se que o prejuízo causado seja superior a R$ 300 mil. Oito telefones e três computadores usados para a aplicação do golpe foram apreendidos. Seis pessoas beneficiadas pela clonagem já foram identificadas e indiciadas por estelionato. Após receber várias denúncias de moradores de Miguelópolis, que reclamavam dos valores exorbitantes de suas contas, os agentes da Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes) começaram a apurar o caso e descobriram que criminosos estavam clonando celulares dos modelos sem chip. O esquema tinha como base a cidade de Guaíra e se espalhava por municípios vizinhos. Até o momento, não foi apurada nenhuma ligação com Franca. As linhas com os DDDs 17 e 34 eram as mais visadas. “Identificamos casos em que um único número clonado era usado por dez pessoas diferentes. A dona do telefone sofreu um prejuízo superior a R$ 5 mil”, contou o delegado Pedro Luiz Dallaqua. Na madrugada de ontem, os policiais da Dise estiveram em Guaíra e surpreenderam seis comerciantes da cidade usando telefones clonados. Tiveram os aparelhos recolhidos. Cada um pagava, em média, R$ 60 por semana ao responsável por clonar os aparelhos.

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