Sindicato dá posse a novos diretores


| Tempo de leitura: 2 min
Proprietários da fábrica de calçados Jovaceli, Antônio Eurípedes Valim, José Luiz Malta e Sebastião Soares Neto conseguiram realizar o sonho de ter o próprio négocio
Proprietários da fábrica de calçados Jovaceli, Antônio Eurípedes Valim, José Luiz Malta e Sebastião Soares Neto conseguiram realizar o sonho de ter o próprio négocio
A nova diretoria do Sindicato dos Sapateiros será empossada nesta quarta-feira, às 19 horas, em sua sede. A solenidade será simples e contará apenas com a presença da diretoria e militância. Mas, no começo do mês de novembro, uma grande festa para a categoria está sendo preparada, afirmou Paulo Afonso Ribeiro, presidente do sindicato. A diretoria que toma posse nesta quarta-feira conta com 30 membros, dos quais 11 são novos. A entidade tem hoje cerca de 4 mil associados. Paulo Afonso, reeleito ao cargo de presidente da entidade, falou ao Comércio a respeito da próxima gestão e sobre a “crise” no setor calçadista. Comércio - Há possibilidade da criação de novas secretarias nessa próxima gestão? Paulo Afonso - Faremos um seminário da diretoria em abril para uma avaliação das secretarias atuais e definir se há necessidade de criar outras para a nossa atuação. Comércio - Como será o trabalho para atrair novos associados ao sindicato? Paulo Afonso - Criamos uma secretaria de sindicalização, que ainda está traçando um plano de trabalho. Comércio - Como você analisa a situação do setor calçadista hoje? Paulo Afonso - O setor calçadista está passando por um momento de transição. Nessa fase, temos que entender que nós (patrões e empregados) temos que fazer alguma coisa. O que começamos a fazer nesta semana (citando o encontro com o Ministro da Fazenda, Guido Mantega) é o início disso. Estamos pensando, a partir de agora, no futuro da indústria calçadista. Comércio - Os empresários calçadistas dizem que o setor está em crise. Mas as indústrias estão contratando. Existe mesmo essa crise no setor ou são apenas lamentações? Paulo Afonso - Tivemos uma crise no começo da década de 90. Nunca entrou tanto produto importado no País naquela época. De 95 a 2000 passamos o pior momento da indústria de calçados. E, nem naquele momento, os empresários reclamavam tanto quanto reclamam agora. Então, o momento é difícil sim, mas as empresas podem reagir. Comércio - Se o governo ajudar, o quadro muda? Paulo Afonso - Eu não faço coro com empresários de que estamos em uma terra arrasada e que se o governo não fazer nada a cidade vai virar uma cidade sem emprego e sem indústria. Acho um certo exagero isso. Penso que cada um tem que fazer a sua parte.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários