A nova diretoria do Sindicato dos Sapateiros será empossada nesta quarta-feira, às 19 horas, em sua sede. A solenidade será simples e contará apenas com a presença da diretoria e militância. Mas, no começo do mês de novembro, uma grande festa para a categoria está sendo preparada, afirmou Paulo Afonso Ribeiro, presidente do sindicato.
A diretoria que toma posse nesta quarta-feira conta com 30 membros, dos quais 11 são novos. A entidade tem hoje cerca de 4 mil associados.
Paulo Afonso, reeleito ao cargo de presidente da entidade, falou ao Comércio a respeito da próxima gestão e sobre a “crise” no setor calçadista.
Comércio - Há possibilidade da criação de novas secretarias nessa próxima gestão?
Paulo Afonso - Faremos um seminário da diretoria em abril para uma avaliação das secretarias atuais e definir se há necessidade de criar outras para a nossa atuação.
Comércio - Como será o trabalho para atrair novos associados ao sindicato?
Paulo Afonso - Criamos uma secretaria de sindicalização, que ainda está traçando um plano de trabalho.
Comércio - Como você analisa a situação do setor calçadista hoje?
Paulo Afonso - O setor calçadista está passando por um momento de transição. Nessa fase, temos que entender que nós (patrões e empregados) temos que fazer alguma coisa. O que começamos a fazer nesta semana (citando o encontro com o Ministro da Fazenda, Guido Mantega) é o início disso. Estamos pensando, a partir de agora, no futuro da indústria calçadista.
Comércio - Os empresários calçadistas dizem que o setor está em crise. Mas as indústrias estão contratando. Existe mesmo essa crise no setor ou são apenas lamentações?
Paulo Afonso - Tivemos uma crise no começo da década de 90. Nunca entrou tanto produto importado no País naquela época. De 95 a 2000 passamos o pior momento da indústria de calçados. E, nem naquele momento, os empresários reclamavam tanto quanto reclamam agora. Então, o momento é difícil sim, mas as empresas podem reagir.
Comércio - Se o governo ajudar, o quadro muda?
Paulo Afonso - Eu não faço coro com empresários de que estamos em uma terra arrasada e que se o governo não fazer nada a cidade vai virar uma cidade sem emprego e sem indústria. Acho um certo exagero isso. Penso que cada um tem que fazer a sua parte.
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