Pai, mãe e filhos unidos no mesmo ramo de atividade. Ao montar bancas de pesponto, corte ou costura manual, os pais de família conseguem aumentar a renda doméstica e, ao mesmo tempo, estar ao lado da família. O sapateiro Edson Henrique Ribeiro, 35, é um deles. Desde bem jovem trabalhou na produção de calçados, como empregado. Há pelo menos dez anos, junto com a mulher, Débora Pereira Ribeiro, 36, começou a sonhar e a buscar formas de aumentar a renda da família.
Com uma máquina começaram a terceirizar serviços de pesponto. Hoje, eles empregam as duas filhas, Adriele, 17, e Geisiane,15, na mesma banca ocupada por outros dez funcionários. A vida ainda é difícil, mas foi o caminho encontrado para se manterem. A família não revela a renda, mas garante que dá para sobreviver e, quem sabe, fazer um “pé-de-meia” para que as filhas possam estudar. “Trabalhamos muito, são mais de doze horas diárias (os funcionários apenas oito), mas é preciso, é o que sabemos fazer”, disse Débora Ribeiro. Sendo patroa e empregada ao mesmo tempo, ela reconhece as dificuldades do trabalhador. Em sua opinião, faltam incentivo para a categoria, mais oportunidades e melhores salários. “Nos sentimos desvalorizados a cada vez que vemos no noticiário que uma empresa está deixando a cidade”, desabafa.
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