Empresários não se animam com promessas de ministro


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A promessa do ministro da Fazenda, Guido Mantega, de liberar linhas de créditos que podem ultrapassar R$ 1 bilhão aos setores calçadista, têxtil e de móveis não entusiasmou os empresários francanos. Boa parte deles disse que não pretendem utilizar o dinheiro e que a solução apresentada pelo governo federal é apenas paliativa. “Não adianta ter dinheiro e continuar com o dólar defasado. O problema está no governo, na carga tributária alta. Isso precisa ser mexido também, senão, será como pegar um paciente em estado terminal e colocar oxigênio, só vai prorrogar a vida”, disse José Milton de Sousa, diretor comercial da Calçados Karlitos. O proprietário da Calçados Abruzzo também acha que, além das linhas de empréstimos, o governo deveria adotar medidas cambiais para ajudar os empresários. “Minha empresa não vai aderir a esse crédito, pois trabalhamos somente com recursos próprios. O principal problema a ser combatido, hoje, é a política cambial. Só arrumar dinheiro não basta”. Por outro lado, teve quem gostou da iniciativa, mas prefere esperar ela sair do papel antes de comemorar. É o caso de Izaque Ângelo Rosa, dono do Euroshoes. “Estamos sempre no sufoco, procurando crédito a juros baixos. Esta parece ser uma atitude boa e espero que funcione. Mas ao mesmo tempo me preocupo, pois parece ser apenas uma medida eleitoreira”. Na mesma situação está o proprietário da Calçados Martieri, Carlos Emecocci. Ele pretende utilizar a linha de crédito tão logo ela seja liberada, mas disse que ainda não está certo de que ela sairá do papel. “Para os micro, como eu, tudo é mais difícil. Então, se isso realmente funcionar, vou correr atrás com toda a certeza”, disse.

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