A Rede Globo de Televisão está apresentando desde algumas semanas a novela O Profeta, de autoria da falecida autora Ivany Ribeiro. Trata-se, como se sabe, de uma reapresentação, porquanto a mesma novela já havia sido exibida anteriormente. A temática, como se evidencia pelo título, relaciona-se com a capacidade parapsicológica/espiritual do ser humano. A emissora, ao apresentar tal temática, na verdade, não está se posicionando a favor da hipótese espiritualista mas, sim, atende a interesses de audiência detectados através de pesquisas.
Se formos verificar na história de todos os povos, vamos encontrar o profetismo como uma prática comum a todas as nações.
Dos gregos aos egípcios, dos judeus aos chineses, dos franceses aos americanos, todos os povos tiveram os seus profetas, ou advinhos, ou oráculos, ou pitonisas, ou médiuns. Poderíamos relacionar uma série deles: Oráculo de Delphos (onde se inspirava o filósofo Sócrates), Edgar Cayce, João “O Evangelista”, que recebeu o Apocalipse; Nostradamus, sem nos esquecermos das previsões do Divino Mestre Jesus.
Alguém poderia perguntar: o que é a profecia? Em que terreno do conhecimento se situa? A profecia é a capacidade que possuem alguns indivíduos para anteverem o futuro. Esta capacidade tanto pode ser anímica (por exemplo, a telepatia) como espiritual, isto é, a ação dos espíritos sobre indivíduos chamados médiuns (intermediários), conforme a denominação dada pelo espiritismo.
O que deve ser ressaltado, sobretudo, é que a profecia vem, muitas vezes, revestida de uma simbologia emblemática o que dificulta a sua interpretação. Também não é um fatalismo, porquanto podemos, com o livre-arbítrio, modificar o rumo dos acontecimentos.
O profeta é alguém que tem a capacidade de sair do corpo e, em espírito, transcender as limitações de tempo e espaço e verificar o que possivelmente ocorrerá. Para a Doutrina Espírita o médium pode entrar em contato com os espíritos que o orientam e instruem. O verdadeiro médium espírita, entretanto, é o que deixa os fenômenos ocorrerem naturalmente, sem qualquer pressão para que aconteçam, dando ‘de graça o que de graça recebeu’.
FELIPE SALOMÃO é bacharel em Ciências Sociais e membro da diretoria do Instituto de Divulgação Espírita de Franca (IDEFRAN)
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.