Regularização de camelôs na Praça do Itaú gera confusão


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O procedimento de liberação do alvará para os camelôs que trabalham na praça do Itaú gera confusão entre a categoria e a Prefeitura. Denúncias de corrupção, afastamento de funcionários e desaparecimento de documentos são algumas das irregularidades. Na manhã de ontem, oito ambulantes se reuniram com o secretário de Governo, Odair Tristão, para pedir explicações. Os trabalhadores informais afirmam que a fiscalização, ocorrida sexta-feira, 20, prejudicou os mais necessitados. “Com os ‘peixes-grandes’ ninguém mexe. Trabalho há mais de dez anos e nunca consegui meu alvará; tem gente lá com dois anos na cidade que já tem o número”, disse o camelô Leandro Porfírio. O governo municipal reconhece a polêmica e estuda alternativas para resolver o problema. “Pedi uma auditoria nos processos para investigar caso a caso e descobrir as irregularidades. O prazo para a entrega do material é dia 30 de outubro”, explicou. Os camelôs considerados irregulares pela Prefeitura por não possuírem o alvará afirmam existir “proteção” para alguns ambulantes e que muitos não pagam as taxas tributárias mensais de aproximadamente R$ 50. “Não existe justiça. Eles cobram de quem querem e muita gente deve e continua trabalhando”, disse o ambulante Ronaldo Movio. Tristão não soube informar qual o percentual da dívida dos trabalhadores informais. Afirmou que a fiscalização pede o alvará e que todos os 65 ambulantes da praça do Itáu estão regularizados. “Sabemos que 50% deles estão com as taxas atrasadas, mas essa situação só será regularizada no momento da renovação do alvará, no início de 2007”,comentou.

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