A Polícia Civil de Franca está perto de esclarecer o assassinato do comerciante José Roberto Fernandes, 43, o “Zezinho”. Ele foi morto a facadas dentro de seu bar, no Jardim Francano, sábado de madrugada. A ocorrência é investigada pela equipe de homicídios da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) e as suspeitas iniciais pesam contra as pessoas que estavam no local momentos antes do crime. A linha de investigação aponta para uma queima de arquivo.
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Zezinho foi encontrado morto sábado, às 2h30. Seu corpo estava caído sobre o caixa e apresentava ferimentos provocados por faca no tórax e pescoço. A mulher dele havia saído do bar à meia-noite, deixando-o com quatro fregueses. Ela disse à polícia que o marido e uma das pessoas haviam discutido momentos antes por causa de uma cerveja. Um outro detalhe, no entanto, pode ser a principal causa da morte.
Ao examinarem o local do crime, os policiais encontraram caída no piso uma intimação judicial que havia sido recebida pela vítima na sexta-feira. Zezinho seria testemunha de acusação contra um homem que encontra-se preso pelo crime de roubo ocorrido em seu bar. No dia do assalto, o bandido teria ameaçado a vítima ainda dentro da viatura. “Estamos verificando se há alguma relação entre esse fato anterior com a morte dele. A hipótese de uma queima de arquivo é investigada, sim. Temos informações de que pessoas ligadas ao suspeito detido possam ter cometido o crime, mas ainda não podemos fazer afirmações. Outras possibilidades e pessoas também estão sendo checadas”, afirmou o delegado Wanir José da Silveira Júnior.
A equipe de homicídios da DIG também não descarta a hipótese de latrocínio (roubo seguido de morte). Os investigadores ainda não conseguiram confirmar se dinheiro ou algum objeto foram levados do bar pelos criminosos. A movimentação financeira do dia havia sido recolhida pela mulher de Zezinho pouco antes do crime. “Já conversamos com familiares e amigos da vítima em busca de pistas que possam nos levar à autoria. Pretendemos localizar as pessoas que estavam no bar para apurar o que, de fato, aconteceu”, finalizou Wanir.
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