Os projetos mantidos pela Sociedade Assistencial do Bairro São José desde a década de 70 dependem de voluntários. A professora de balé e pedagoga Melina Rodrigues Tótoli, 24, decidiu dar aulas às crianças carentes há cerca de seis anos e escolheu a entidade para iniciar o trabalho.
Às quartas-feiras, ela ensina passos da dança às crianças do Bairro São José; às quintas, às da Creche Vinde a Mim os Pequeninos e aos sábados é voluntária na Casa do Aconchego. Para ela, a satisfação das alunas é o maior presente. “Gosto de ver a felicidade de aprenderem algo que é distante para elas, pois a maioria não tem condições de pagar pelo curso, que é caro. Nas escolas particulares, a mensalidade fica em torno de R$ 100.” Só na São José são 22 garotas.
Além de melhorar a postura, coordenação e expressão, as meninas ainda desenvolvem a criatividade. “Exploramos a imaginação também. Os nomes dos passos são divertidos, como ‘mata barata’, ‘pé de palhaço’... Elas adoram.”
Passar algumas horas na Sociedade do Bairro São José também foi escolha da dona de casa Maria de Oliveira, 59. Durante 11 anos, ela foi monitora da escola de datilografia montada no local e há pouco mais de um mês retornou para ensinar artesanato. “Queria ajudar e escolhi uma entidade na porta da minha casa”, disse ela, que é vizinha da instituição. A proposta dela é produzir panos de prato e realizar bazares anuais para arrecadar recursos para os projetos. O primeiro deles está previsto para novembro de 2006.
O grupo de artesanato está com dez integrantes. Uma delas é a pespontadeira Maria Morais, 56. Desempregada, decidiu aproveitar o tempo para costurar fronhas e panos de prato, que serão pintados pelas outras voluntárias em casa. “É gostoso ajudar. Enquanto olho minha netinha, costuro.”
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