Política cambial, concorrência chinesa, reforma tributária, redução de juros, geração de emprego e renda. Esses assuntos estarão em pauta amanhã, quando o ministro da Fazenda, Guido Mantega, recebe sindicalistas do setor coureiro-calçadista, no escritório da Secretaria da Fazenda, em São Paulo. O encontro está marcado para as 15 horas.
De Franca, estarão presentes Jorge Félix Donadelli, presidente do Sindifranca (Sindicato da Indústria de Calçados de Franca), e Paulo Afonso Ribeiro, presidente do Sindicato dos Sapateiros. Junto a sindicalistas de Jaú, Birigüi e São Paulo, eles vão pedir a atenção do governo para os problemas enfrentados pelas indústrias e a possibilidade da criação de um fórum permanente de discussão no Congresso.
“Precisamos com urgência da aprovação por parte dos trabalhadores, empresários e governo para criar um fórum de discussão que estabeleça uma política industrial. O governo tem subsídios para agricultura, montadoras, alimentação, agroindústria e por que não ajuda os setores que mais abrem postos de trabalho?”, questionou Paulo Afonso.
A união de sindicalistas (empregado e patronal) promete reforçar os apelos ao governo. Durante o encontro de amanhã, Guido Mantega deverá anunciar medidas que beneficiem efetivamente o setor coureiro-calçadista - pelo menos é essa a expectativa.
Esta não é a primeira vez que representantes calçadistas se reúnem com o governo para pedir apoio e ações de incentivo para a cadeia produtiva do calçado e proporcionar respaldo às exportações. No final do ano passado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a anunciar a aplicação de medidas salvaguardas aos sapatos importados da China. Apesar da promessa, nada de efetivo foi feito. A China, aliás, é reconhecida como economia de mercado e está levando a melhor na concorrência direta com manufaturados brasileiros em mercados internacionais, como o norte-americano.
VETADOS
No encontro desta segunda-feira, apenas representantes da cadeia produtiva estarão presentes. Autoridades políticas tiveram a participação vetada pelo ministro. Paulo Afonso, que compõe a caravana de sindicalistas, disse que o convite ao prefeito Sidnei Rocha (PSDB) e ao presidente da Câmara de Vereadores, Marcelo Mambrini (PMN), não foi feito e que não era de sua competência fazê-lo. “O encontro é de sindicalistas com o governo. Não cabia a mim convidar ninguém.”
Marcelo Mambrini disse que, embora não tenha sido convidado, nada o impede de manifestar seu apoio. “Se acharem que nosso apoio vai reforçar o apelo ao governo, vou com o maior prazer”.
A assessoria do prefeito confirmou que ele não participará da reunião na capital.
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