Samello em semana decisiva


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Esta será uma semana decisiva para a Samello. Com os salários atrasados desde o último dia cinco, os 500 funcionários da linha de produção entraram em greve há uma semana e, com isso, 15 mil pares deixaram de ser produzidos. O prejuízo já chega a R$ 700 mil. Na segunda-feira, os funcionários se reunirão na porta da fábrica, às 7 horas, para decidir pela continuidade ou não da greve. O presidente do Sindicato dos Sapateiros, Paulo Afonso Ribeiro, classificou como “quase impossível” a retomada das atividades sem que os pagamentos sejam efetuados. Miguel de Mello Neto disse que até entende a posição dos funcionários, mas afirmou que não adiantará pressionar. “Entendo a posição deles, mas se a Samello tivesse o recurso já teria pagado. Agora, com ou sem greve, não posso fazer uma promessa que não cumprirei. Se o dinheiro que solicitamos ao banco for liberado na segunda-feira, até na quarta pagamos todos. Mas não há como prometer nada ainda”, disse. Segundo ele, quanto mais tempo a fábrica ficar parada, mais dificuldades a empresa terá para pagar suas dívidas. “O dinheiro da Samello vem do sapato que ela vende. Se as máquinas estão paradas, não há produtividade e, assim, não há dinheiro. Se ficarmos mais tempo parados, entraremos em dependência exclusiva de uma instituição financeira”. Caso o empréstimo não seja concedido, a opção da empresa deverá ser a venda emergencial de patrimônio. “Se não vendermos a fazenda e não conseguirmos o dinheiro com o agente bancário teremos de vender bens como barracões e terrenos. Uma coisa eu asseguro: a Samello não deixará de pagar ninguém”.

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