André Ricardo e o padrasto dele, Ivan Stafussa, 28, se tornaram nacionalmente conhecidos em setembro pela brutalidade de dois crimes que cometeram para roubar. No dia 17, um domingo, mataram com 12 facadas o lavrador Carlos Henrique de Moura, 23. Tentaram degolar o pescoço da vítima, mas não conseguiram. Quatro dias depois, voltaram a atacar, desta vez, com uma crueldade sem fim.
Depois de tomarem cervejas com o gerente Edmar Machado dos Santos, 40, em um bar da Estação, o convidaram para visitarem outro boteco. Era uma emboscada. No meio do caminho, o agrediram a facadas. Levaram o corpo para um canavial perto de São José da Bela Vista, arrancaram a cabeça e a jogaram no meio do mato. “Arrancamos a cabeça para confirmar se ele tava morto. Não podia deixar ele vivo”, disse André, ao ser preso.
Em outubro do ano passado, ainda menor de idade, André matou a tiros o mototaxista André Luiz Bastos Tozato, 27, no Jardim do Éden. Queria a moto da vítima para fazer assaltos. Em abril, levou um tiro nas costas durante tentativa de roubo em Aparecida de Goiânia (GO). O projétil perfurou seu intestino e ele passou a usar uma bolsa de colostomia. Logo após ser baleado, tentou o suicídio e deu um tiro no queixo. Não queria ser preso. A bala ficou alojada em sua cabeça e ele perdeu a visão do olho esquerdo. Dois meses depois, ligou para a polícia de Franca e pediu para ser preso. Como não havia mandado de prisão contra ele, ficou em liberdade. Voltou a roubar e matar. Ontem, sua história chegou ao fim.
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