Terminou às 22h15 de ontem a história criminosa de André Ricardo Torrente Reche, 18. O jovem, que chocou a população de Franca no fim de setembro ao matar e degolar duas pessoas para roubar com a ajuda do padrasto, pôs fim à sua própria vida. Ele se enforcou com um lençol dentro de uma cela apenas quatro horas após ter sido transferido para a cadeia do Jardim Guanabara. Três outros detentos estavam no mesmo xadrez. Eles prestaram depoimento à polícia e disseram que não viram nada.
Desde que foi preso pelos agentes da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), no dia 25 de setembro, André Ricardo estava preso na cadeia pública de Pedregulho. Com o término das investigações sobre os latrocínios que cometeu, ele foi recambiado para Franca às 18 horas de ontem. Ao chegar no presídio, conversou rapidamente com os carcereiros e foi colocado na Cela Forte número dois. Trata-se de uma espécie de “seguro”, onde ficam os presos que correm algum tipo de risco. Ele dividia a cela com um homem acusado de atentado violento ao pudor e com outros dois que têm dívidas na cadeia.
“Optamos por colocá-lo neste local para tentarmos resguardar a vida dele, mas infelizmente ele acabou se matando. Durante a noite, ouvimos gritos dos detentos e corremos para ver o que estava acontecendo. Foi quando o encontramos dependurado e não pudemos fazer mais nada”, contou o carcereiro Hélio Aparecido Gomes.
André havia passado um lençol em seu pescoço e amarrado no alto da grade, para onde subiu. Ao pular, se enforcou e teve morte instantânea. Imediatamente, os carcereiros de plantão acionaram o diretor da cadeia, Alan Bazalha Lopes, e o delegado-titular da DIG, Wanir José da Silveira Júnior. “Um inquérito policial será aberto para apurar as circunstâncias em que se deram a morte.
Ainda não podemos afirmar com certeza, mas tudo indica que foi mesmo um suicídio. A posição em que foi encontrado o corpo e o histórico anterior dele nos levam a crer nessa possibilidade”, disse o delegado Wanir. Em abril, André já havia tentado se matar para não ser preso.
Os três presos que dividiam a cela com André foram levados ao Plantão Policial para prestarem depoimento. Eles disseram que estavam dormindo e que não viram nada. A ocorrência será investigada pelo 2º DP. O corpo do presidiário foi encaminhado ao IML (Instituto Médico Legal) para ser examinado.
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