A autoridade que serve


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O coração bondoso de Deus tem oferecido pistas importantes para nossa vida até alcançarmos o céu. Em cada celebração eucarística dominical revela-nos qual é o caminho que devemos percorrer para viver intensamente seu amor. Suas idéias são diferentes dos nossos anseios. Sempre queremos vencer, nunca perder. Deus nos aponta o ideal da doação da própria vida. Ele se revela como “servo”, uma pessoa fraca, desprezada, derrotada. Deus colhe de onde, na aparência, não há possibilidade de existir vida. Tudo que dos olhos dos homens é um fracasso, para Deus é um triunfo. Os homens esperavam um libertador que pela espada conquistaria a liberdade. Deus usou de um meio inverso: aquilo que era considerado vergonha – a cruz, sinal de humilhação – é que trouxe a nossa vitória. Então é possível e necessário aprender: em cada queda humana, em cada desapontamento da vida, nasce uma bela reflexão: pela humildade conquistamos muito mais do que pela arrogância. Jesus está muito próximo de nós e é extremamente sensível aos nossos problemas. Ele viveu neste mundo e sabe o quanto é difícil ser fiel a Deus, principalmente, nos momentos de sofrimento. Ele é o nosso conforto. Cada sofrimento é uma provação. Ao passarmos por um sofrimento prolongado pensamos até em parar de rezar, quase desanimamos. Parece que pedimos e nada alcançamos. Mas... Deus continua fiel e no último quilômetro do túnel a ser percorrido é que se apresenta o facho de luz que revela sua presença constante. Em cada pedaço percorrido naquele túnel, sua graça nos sustentou. Portanto, na escuridão ou na claridade sempre é necessário confiar. É, portanto possível perceber que Deus não se satisfaz com aquele que quer sempre ocupar o primeiro lugar. O poder verdadeiro não se encontra no mandar e desmandar, a autoridade verdadeira não é aquela que domina os mandados e está sempre como superior. A verdadeira autoridade se dá no “serviço”, é a figura do servo, que ocupa o nível mais baixo na sociedade, a quem todos podem dar ordens. Da mesma forma que o servo está sempre de prontidão atento aos desejos do seu senhor, assim também devemos nos sentir o último e o servo de todos. Jesus coloca-se no meio dos seus discípulos como alguém que presta serviço e lembra a todos que “o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir”. Todos que quiserem seguir o Mestre devem comportar-se como “servos”. Não combina com Deus: a ostentação, querer aparecer, andar com roupas luxuosas só para se sentir superior, andar com pomposas condecorações só para destacar-se dentre os outros; pretender posição de destaque nas festas; exigir títulos, etc. Deus permanece na vida daqueles que são simples JOSÉ GERALDO SEGANTIM é pároco da Catedral de Franca.

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