As escolas do Sesi (Serviço Social da Indústria) do Estado de São Paulo passam, a partir de 2007, a cobrar uma taxa mensal de seus estudantes, que variará entre R$ 300 e R$ 3 mil por ano. O objetivo da entidade com a medida é ampliar a qualidade e oferta dos serviços prestados aos alunos que, em contrapartida, terão novos cursos. As duas unidades de Franca (Jardim Guanabara e Vila Santa Cruz), que contam hoje com 2285 alunos, também implementarão o novo sistema.
Atualmente, o Sesi oferece ensino infantil e fundamental destinado exclusivamente a filhos de trabalhadores das indústrias com idades entre 4 e 14 anos.
A partir das mudanças programadas para o ano que vem, a entidade passa a oferecer também o ensino fundamental integral com nove anos de duração e ainda o ensino médio, antigo colegial (1º ao 3º ano). Outra novidade é que a partir do 2º ano do ensino médio, o aluno poderá optar por um curso profissionalizante do Senai (Serviço Nacional da Indústria), que se uniu à entidade. O estudante terá sua vaga reservada antecipadamente e não pagará por este curso suplementar.
Wayner Machado, diretor regional da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), explica que todas as mudanças anunciadas são no sentido de melhorar a qualidade no ensino. A cobrança de mensalidade, na opinião de Wayner, será uma contribuição dos pais aos investimentos feitos pela instituição. Segundo ele, o Sesi do Estado de São Paulo era o único do País que ainda não cobrava taxas. “Incluímos a cobrança, mas o retorno que esses alunos terão é muito grande.
Com o ensino integral, eles terão alimentação, reforço escolar, além de todas as atividades esportivas e culturais que o Sesi já oferece”.
Estima-se que a taxa cobrirá, aproximadamente, 30% das despesas com a educação ofertada pelo Sesi. Wayner Machado não acredita que a cobrança afugentará estudantes. “Pelo contrário, penso que no futuro teremos que ampliar vagas”, acrescenta.
Em Franca, os pais aprovam as mudanças e, apesar da cobrança, não pensam em tirar os filhos da escola. Maria Angélica, com dois filhos matriculados, só tem elogios. “O ensino é de boa qualidade. Nunca precisei mandar um lanche para as crianças. Não seria agora, com uma mensalidade, que iria tirá-los. Vai apertar no orçamento, mas vale a pena deixá-los na entidade”.
GRATUIDADE
Alguns estudantes vão continuar tendo direito ao ensino gratuito. De acordo com o Sesi, as isenções da taxa de mensalidade serão oferecidas às famílias com renda per capita igual ou inferior a um salário mínimo. Vale lembrar que no ensino médio não será concedida isenção da mensalidade. Já pais com mais de um aluno matriculado no Sesi que não se enquadrem na faixa de isenção, terão descontos na mensalidade.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.