Máfia dos exames
Histórico - A catadora de papelão Maria Doraci Chagas, 49, no início de junho, foi encaminhada pela neurologista do NGA-16, Kátia Maria Martins, para realizar um exame de mapeamento cerebral, que poderia ser custeado pelo SUS, no seu próprio consultório, ao custo de R$ 150. Foi o ponto de partida para que a Divisão de Auditoria da Prefeitura chegasse a outros quatro médicos, todos da rede pública municipal, suspeitos de participar, direta e indiretamente, do esquema. Outros quatro servidores, todos ocupando cargos de chefia, também são investigados. A acusação ganhou ainda mais relevância quando a Secretaria de Saúde descobriu que a Prefeitura tinha o equipamento necessário para fazer o exame de Maria Doraci. Até agora, mais de 20 pessoas foram ouvidas.
Investigados - a neurologista Kátia Maria Martins, o oftalmologista Amaury César Hernandez (ambos por encaminhamento de pacientes do SUS aos próprios consultórios), o proctologista João Francisco Arantes e os neurologistas Edith Aparecida de Pádua e José Reinaldo Nogueira (para averiguar eventual facilitação para a ação dos demais)
Prazo previsto para conclusão - mais três semanas
O que os acusados alegam - nenhum deles atendeu à reportagem
Ofensa a paciente
Histórico - No dia 15 de setembro, a dona de casa Ubirânia Vieira Rocha, 27, que sofre de tendinite, compareceu à UBS da Estação para que o clínico Edward Pereira dos Santos analisasse um ráio-x que acabara de fazer. Foi a primeira a chegar e a fazer a ficha mas, quando o médico começou a atender os pacientes, chamou por outro nome. Ao questionar a razão de não ser a primeira a ser atendida, teria sido chamada, por Santos, de “burra” e “surda”. Revoltada, registrou queixa na polícia. No dia seguinte, a prefeitura instaurou sindicância.
Investigados - o clínico-geral Edward Pereira dos Santos)
Prazo previsto para conclusão - em mais 30 dias
O que os acusados alegam - “Isso é uma palhaçada. Não houve nada naquele dia. Já fui lá (na prefeitura) e dei minha versão, agora, vou esperar ser comunicado”
Rejeição de exames
Histórico - a aposentada Maria Antônia da Silva, 76, alega ter levado um ultra-som ocular ao oftalmologista Plínio Cantieri Murta Vieira no último dia seis mas o médico não teria aceito o exame, que foi realizado em clínica conveniada da prefeitura. Pior: teria encaminhado a aposentada para repetir o exame, no consultório da própria irmã, ao custo de R$ 200. Após denúncia do Comércio, a sindicância foi aberta pele Divisão de Auditoria Interna.
Investigados - o oftalmologista Plínio Cantieri Murta Vieira.
Prazo previsto para conclusão - indeterminado.
O que os acusados alegam - “Não me lembro deste caso, pois atendo muitas pessoas todos os dias. Normalmente, o problema que dá é que peço ultra-sons tipo A e B e os pacientes só me levam o B. Preciso do A para poder indicar a cirurgia de catarata. Até agora, não fui notificado pelo NGA”.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.